Depois de ingressar com uma ação para suspender o programa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que previa distribuir equipamentos eletrônicos para detendo, o deputado Alan Lopes (PL), vai meter a mão no vespeiro das folhas de pagamento secretas da Uerj, cujas denúncias atingiram até aliados políticos. A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio acaba de aprovar um convite ao reitor Mário Sérgio Carneiro para que dê explicações sobre os episódios no colegiado.
Na série de denúncias noticiadas pela imprensa, em 2022, foi revelado que o pagamento de 18 programas da universidade teria movimentado quase R$ 600 milhões, dinheiro que seria oriundo de secretarias e órgãos do governo. As acusações revelaram que a universidade empregou boa parte de aliados da cúpula do PL em programas como Escola Criativa de Oportunidades (ECO), Observatório da Segurança Presente, Casa da Gente, Na Régua e M.A.E – Mulheres Apoiando a Educação.
No ano passado, as contratações para 21 projetos da universidade em parceria com secretarias e fundações chegaram a motivar um pedido da Comissão de Tributação da Alerj para que o TCE-RJ as analisasse. O caso da Uerj se assemelha ao episódio das contratações secretas do Ceperj. Sem dar detalhes da audiência, o deputado, que é presidente da Comissão de Educação, diz ter feito levantamentos para questionar o reitor.
“Isso é o desdobramento da série de escândalos sobre a farra de recebimentos de recursos em folhas secretas da Uerj, através de projetos como o ECO e Na Régua”, diz o parlamentar.





