O Reino Unido é a primeira grande economia a abandonar completamente o uso de usinas de carvão. O país que criou esse tipo de energia há 140 anos marca nesta segunda-feira (30) o fim da operação das usinas de carvão
O Reino Unido estabeleceu metas climáticas ambiciosas, com um dos principais objetivos sendo alcançar o saldo zero de emissões de gases de efeito estufa dentro dos próximos 25 anos. Isso significa que o país pretende remover da atmosfera a mesma quantidade de gases que emite, em um esforço para combater o aquecimento global.
No entanto, não basta apenas compensar as emissões. É essencial também reduzir ou eliminar atividades que já podem ser substituídas por soluções mais tecnológicas e com menor impacto ambiental. A adoção de tecnologias limpas e a transição para fontes de energia renováveis são passos cruciais para alcançar esse equilíbrio e cumprir as metas estabelecidas.
A última usina, que fica perto da cidade de Nottingham, na Inglaterra, encerrou hoje suas atividades. Mas não foi do dia para a noite.
Até 2012, a queima do carvão respondia por quase 40% da energia do país. O plano de acabar com essa atividade veio em 2015.
E de lá pra cá, o impacto tem sido substancial. As fontes renováveis, que representavam apenas 7% da energia gerada em 2010 no Reino Unido, saltaram para mais de 50% neste ano.
Segundo o governo britânico, essa mudança na matriz energética foi uma das principais responsáveis pela redução das emissões de gases do efeito estufa no país, que caíram pela metade desde 1990.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Simon Evans, especialista em mudanças climáticas, explica que o carvão é o combustível fóssil mais sujo que existe – e ainda uma das principais fontes de energia, em vários países.
Ele lembra que a queima do carvão mudou o mundo, para sempre. Deu força às engrenagens da Revolução Industrial, no século 19, e permitiu a expansão do então Império Britânico.
O carvão já vinha sendo usado nas máquinas, mas a primeira usina a gerar eletricidade a partir do seu uso foi aberta em Londres, em 1882, pelo inventor Thomas Edison.
– É o fim de uma era. E é muito simbólico que esse processo ocorra no Reino Unido, onde tudo começou. Isso mostra que a eliminação desse tipo de energia, num curto espaço de tempo, é de fato possível – afirma Evans.
Com informações do g1.





