Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram neste domingo (21) o reconhecimento formal do Estado da Palestina.Trata-se da primeira vez que países do G7 dão este passo, ampliando a pressão internacional por um cessar-fogo em Gaza e pela retomada das negociações de paz.
Segundo o premiê britânico Keir Starmer, a medida busca “reviver a esperança de paz entre palestinos e israelenses, e uma solução de dois Estados”. O anúncio representa uma guinada na política externa do Reino Unido, historicamente alinhado a Israel, e deve ter reflexos diretos na Assembleia Geral da ONU, que acontece esta semana em Nova York.
Reações internacionais
Em Ottawa, o primeiro-ministro Mark Carney declarou que “o Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece sua colaboração para construir a promessa de um futuro pacífico, tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”. A decisão rompe com a linha tradicional da diplomacia canadense e ocorre após o compromisso da Autoridade Palestina de realizar eleições em 2026, sem participação do Hamas.
Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese destacou que a decisão “reflete o compromisso de longa data da Austrália com uma solução de dois Estados, que sempre foi o único caminho para uma paz e segurança duradouras”. Albanese frisou ainda que o reconhecimento atende às “aspirações legítimas e antigas do povo palestino de ter um Estado próprio”.
Pressão sobre Israel
A reação de Israel foi imediata. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chamou a decisão de “absurda” e afirmou que ela pode desestabilizar a região. Os Estados Unidos, por sua vez, manifestaram preocupação, ainda que sem anunciar mudanças em sua política.
Com esses anúncios, o número de países que reconhecem formalmente a Palestina passa de 140. França e outros membros da União Europeia são esperados para seguir o mesmo caminho nos próximos dias, ampliando o isolamento diplomático de Israel em meio à guerra em Gaza.






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