Reimont e Leonel promovem audiência pública sobre população em situação de rua

Evento, que tem à frente o deputado Reimont e o vereador Leonel de Esquerda, acontece dia 23, no Palácio Pedro Ernesto, Cinelândia

No próximo dia 23 de maio, o deputado federal Reimont Otoni e o vereador do Rio Leonel de Esquerda, ambos do PT-RJ, realizam uma audiência pública para discutir a situação das pessoas em situação de rua no município. A ideia é ouvir autoridades para ver o panorama da questão quanto aos chamados sem-tetos.

Reimont preside a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados e Leonel é vereador de primeiro mandato. O partido integra a base do governo de Eduardo Paes, mas o parlamentar municipal tem mostrado independência às agendas do líder do Executivo, em alguns assuntos, como o armamento da Guarda Municipal, provocando um racha na bancada.

“Não podemos naturalizar a exclusão nem aceitar políticas que tratem essas pessoas como problema de segurança pública. O que está em jogo é a dignidade humana. Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, considero fundamental que o poder público – em todas as esferas – assuma o compromisso de acolher, proteger e construir políticas estruturantes para essa população. Essa audiência pública é um passo importante nesse sentido: reunir vozes, ouvir especialistas e autoridades e reafirmar que o Estado deve estar ao lado dos mais vulneráveis, jamais contra eles”, resume o parlamentar do Congresso.

“O papel do poder público não é expulsar nem esconder essas pessoas, mas acolher. Muitas vezes, são tratadas com truculência, como se não tivessem direito de existir. Estamos aqui para lutar contra isso”, adverte Leonel.

A discussão ocorre em um contexto de crescentes ataques contra pessoas em situação de rua. Em fevereiro deste ano, Ludierley Satyro José, de 46 anos, foi brutalmente atacado por um jovem com coquetéis molotov enquanto dormia em uma calçada no Pechincha, Zona Oeste. A agressão, transmitida ao vivo pela plataforma Discord — criticada por sua estrutura fechada e de difícil rastreamento — deixou a vítima em estado grave e com queimaduras em várias partes do corpo.

“O ataque a Ludierley mostra o ódio alimentado por uma lógica que desumaniza os mais pobres. Não é exagero falar em violência sistemática. A violência contra a população de rua vem também do poder público, por meio de ações truculentas e remoções forçadas. Quem vive nas ruas está exposto a todo tipo de agressão”, afirma Leonel.

A dupla lança candidatura, em conjunto, neste sábado (17), para as eleições de presidência dos diretórios no partido: Reimont tenta a vaga no estadual enquanto Leonel, encabeçar o municipal do Rio, enfrentando a chapa de Zeidan, que tem apoio de Washington Quaquá, atual prefeito de Maricá.

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