A rede social X começou a ser bloqueada na madrugada deste sábado (31). Clientes de operadoras como Vivo, Claro e Oi relataram problemas de acesso ao antigo Twitter nas primeiras horas do dia. A interrupção foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na última sexta-feira (30), e permanecerá em vigor até que a rede social atenda às ordens judiciais, pague as multas pendentes e nomeie um representante oficial no Brasil.
Embora o bloqueio tenha sido iniciado, alguns usuários ainda conseguiam acessar o X até a última atualização desta matéria. De acordo com o Downdetector, plataforma que monitora e informa sobre falhas em serviços online, houve um pico de relatos de problemas para acessar o X por volta das 0h10.
O processo de suspensão do serviço não é imediato. As operadoras precisam bloquear o acesso dos usuários a todos os servidores da rede social, o que inclui tanto o conteúdo acessado pelo navegador quanto o armazenado nos aplicativos móveis. Para alguns usuários que já enfrentam a restrição, o site ou aplicativo do X chega a exibir a interface, mas sem carregar as postagens e os perfis.
Desde que foi adquirida pelo bilionário Elon Musk em 2022, a rede social, anteriormente conhecida como Twitter, não divulga seu número de usuários. No entanto, estimativas de consultorias apontam que há cerca de 20 milhões de usuários no Brasil, um dos mercados mais importantes para a plataforma globalmente.
Às 3h46, Musk utilizou o X para afirmar que começará a divulgar no domingo (1º) o que chamou de “uma longa lista de crimes” do ministro do STF. Ele afirmou: “Obviamente, ele não precisa obedecer às leis dos EUA, mas deveria cumprir as leis do seu próprio país. Ele é um ditador e uma fraude, não um juiz”, criticou o bilionário.
Os capítulos até a suspensão
17 de agosto: em um post no X, a rede social anuncia o fechamento do seu escritório no Brasil, alegando que Moraes ameaçou prender a então representante legal da empresa no país.
28 de agosto: em seu perfil no X, o STF responde ao post da rede social com uma intimação de Moraes, exigindo que um novo seja apontado um novo representante da empresa no Brasil em 24 horas. E marca o perfil de Musk. A intimação via rede social é algo inédito, segundo o tribunal.
29 de agosto: Moraes determina o bloqueio das contas da Starlink, outra empresa de Musk, que provê internet via satélite, para garantir o pagamento das multas aplicadas pela Justiça contra o X.
No mesmo dia, após o fim do prazo de 24 horas, o X posta que não seguiria “ordens ilegais e secretas” de Moraes e que esperava ser bloqueado “em breve” no Brasil.
Musk promete que a Starlink funcionaria de graça para seus assinantes brasileiros, porque, com o bloqueio das contas, eles “não teriam como pagar”.
30 de agosto: Moraes dá 24 horas para Anatel e operadoras tirarem o X do ar. E prevê multa de R$ 50 mil para qualquer pessoa ou empresa que use qualquer subterfúgio (como VPNs) para contornar o bloqueio e acessar a rede social.
Tensão Moraes X Musk
A rede social vem desobedecendo determinações da Justiça brasileira de tirar do ar perfis com conteúdo golpista ou de ataque às instituições. Além disso, acumula R$ 18,3 milhões em multas aplicadas pelo STF.
Como uma rede social sai do ar?
A suspensão de uma rede social por ordem judicial não acontece instantaneamente. Primeiro, o Judiciário ordenar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) repasse o ofício com a ordem do bloqueio para as operadoras de internet ligadas ao órgão.
Na prática, cabe às operadoras suspender o acesso ao X. A maioria delas pode concluir esses processos em até um dia útil, segundo o diretor de tecnologia da empresa de telecomunicações Sage Networks, Thiago Ayub. Moraes deu 24 horas para as operadores tirarem o X do ar.
Em um primeiro momento, Moraes também deu 5 dias para que empresas como Apple e Google deixem de oferecer o aplicativo do X em suas lojas online. O texto também citava que essas empresas não deveriam permitir apps de VPNs. Mas o ministro suspendeu esta medida horas depois.
Moraes manteve a previsão de multa de R$ 50 mil por dia para qualquer pessoa que ou empresa que usar subterfúgios, como VPNs, para acessar a rede social após o bloqueio.
Bloqueio afeta site e aplicativo?
Sim. As próprias operadoras podem impedir o acesso dos clientes a todos servidores da rede social, incluindo tanto o que é acessado pelo navegador quanto o que é armazenado no celular.
Em um primeiro momento, Moraes também deu um prazo, de 5 dias, para que empresas como Apple e Google deixem de oferecer o aplicativo do X em suas lojas online. O texto também citava que essas empresas não deveriam permitir apps de VPNs. Mas o ministro suspendeu esta medida horas depois.
Moraes manteve a previsão de multa de R$ 50 mil por dia para qualquer pessoa que ou empresa que usar subterfúgios, como VPNs, para acessar a rede social após o bloqueio.
Com informações do g1.







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