Reconhecimento facial faz primeira prisão de 2026 em Duque de Caxias

Foragido da Justiça foi identificado por câmeras na Praça do Relógio e preso após alerta ao CICC da Polícia Militar

Duque de Caxias registrou nesta quinta-feira (16) a primeira prisão de 2026 realizada com o auxílio das câmeras de reconhecimento facial instaladas em vias públicas do município. O flagrante aconteceu em plena Praça do Relógio, uma das áreas mais movimentadas da cidade, após o sistema identificar um homem foragido da Justiça e acionar, em tempo real, as forças de segurança.

A identificação foi feita pelo sistema do Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública da Baixada Fluminense (CISPBAF), cujas câmeras estão interligadas diretamente ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar. O centro opera com acesso a um banco de dados nacional de foragidos, o que permite cruzamento rápido de informações e resposta imediata.

O homem, identificado pelas iniciais D. F. dos S., estava foragido do sistema prisional e possui cinco anotações criminais, sendo três por roubo (art. 157), uma por tráfico de drogas e uma por lesão corporal (art. 129). Após o alerta emitido pelo reconhecimento facial, equipes do programa Caxias Presente realizaram a abordagem e efetuaram a prisão.

O suspeito foi encaminhado para a 59ª DP (Duque de Caxias), onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.

Tecnologia já resultou em dezenas de prisões

Somente em 2025, o sistema de reconhecimento facial contribuiu para 32 prisões em Duque de Caxias Criado em novembro de 2018, o CISPBAF é formado atualmente por 19 municípios.

O consórcio opera um amplo sistema de monitoramento urbano, com câmeras fixas e móveis — algumas com giro de 360 graus — capazes de realizar reconhecimento facial, corporal e de placas de veículos.

Grande parte dos equipamentos identifica placas e características dos veículos, como modelo e cor, registrando a passagem de todos os automóveis monitorados, mesmo quando não há alerta criminal. No caso do reconhecimento facial e corporal, o sistema permite identificar pessoas pelo rosto e também filtrar informações por tipo e cor de roupa, gênero e faixa etária.

Todas as imagens captadas são armazenadas nos servidores do CICC, possibilitando buscas posteriores a partir de múltiplos ângulos. A tecnologia tem sido apontada como uma das principais ferramentas no combate à criminalidade e na localização de foragidos na Baixada Fluminense.

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