Um jovem de 18 morreu após ser atingido por um tiro na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, na noite de ontem. A vítima foi identificada como Jhonatan Ribeiro de Lima. Moradores relatam que o disparo teria partido de um policial militar, supostamente do Batalhão de Choque.
A corporação informou que a Corregedoria acompanha o caso e que os agentes envolvidos estão sendo ouvidos pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que assumiu as investigações. Depois, ainda de acordo com a PM, eles também prestarão depoimentos na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (1ª DPJM).
Mãe de Jhonatan, a auxiliar de serviços gerais Monique Ribeiro dos Santos, de 35 anos, participa de um protesto que teve início na comunidade após a morte. Aos prantos, ela falou ontem no fim da noite.
— Mataram meu filho de 18 anos no meio da rua. Um menino. Não teve troca de tiro. Meu filho não é traficante, não deve nada a eles. Deixou um filho de 4 meses. Eles mataram e foram embora. Era honesto, trabalhava vendendo roupa. Executaram o meu filho no meio da rua — disse ela, que continuou:
— Os moradores testemunharam. O que eu quero é Justiça. Justiça pela morte do meu filho. Não quero que outras mães passem pelo que eu estou passando.
Relatos indicam que o rapaz chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, comunidade vizinha ao Jacarezinho. Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), Jhonatan já chegou em parada cardiorrespiratória à unidade e não resistiu ao ferimento.
Moradores realizam um protesto no Jacarezinho após a morte. Nas redes sociais, também há várias postagens expressando indignação. Um dos mais revoltados é Diego Aguiar, que se apresenta como mobilizador social e ativista na internet, onde acumula milhares de seguidores.
Veja o tuíte dele:







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