Randolfe pede quebra dos sigilos telefônico e bancário de Pazuello por conta de contratos sem licitação no Rio

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu nesta quarta-feira (19) a quebra de sigilo telemático, telefônico, bancário e fiscal do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O pedido foi feito após denúncia do Jornal Nacional, na terça-feira (18), sobre contratações feitas pelo Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, sem licitação, de empresas para reformar prédios antigos…

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu nesta quarta-feira (19) a quebra de sigilo telemático, telefônico, bancário e fiscal do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O pedido foi feito após denúncia do Jornal Nacional, na terça-feira (18), sobre contratações feitas pelo Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, sem licitação, de empresas para reformar prédios antigos da pasta. Para isso, pandemia foi usada como justificativa para considerar as obras urgentes.

O senador também pediu acesso a todas as comunicações entre Pazuello e George Divério, coordenador do Ministério da Saúde no RJ. O pedido será analisado pela CPI da Pandemia.

No documento, o senador considera “gravíssimo” o caso no ministério.

“A ideia é verificar se há indícios de conluio entre servidores e a empresa contratada. Os pareceres reconhecem que os prédios precisam de reformas, mas afirmam que agora só seria possível fazer obras ligadas à segurança e nada mais.”

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) informou, por redes sociais, que acionou o Ministério Público Federal (MPF) “para que os contratos milionários feitos sem licitação pelo Ministério da Saúde na época de Pazuello para reformar galpões sejam investigados”.

Em seu depoimento na CPI, Eduardo Pazuello falou sobre o assunto e disse que ficou sabendo do caso pelo Jornal Nacional.

“Soube disso ontem pelo JN. Liguei para me informar. A informação que tive foi: as causas da emergência não foram Covid, foram outro tipo de causa. Eram causas de risco à integridade das pessoas que estavam trabalhando nas duas instalações. E dois, não houve emprego de recurso algum porque os processos foram cancelados. Foi verificado pela nossa própria integridade que a formalidade não estava correta e ela foi cancelada antes de acontecer. Pelo que eu soube até agora, esses são os fatos, o resto já são ilações do problema. Não houve.”

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