Ramagem e Amorim, candidatos bolsonaristas, se unem para atacar Paes por suas alianças e suposta liberação de drogas

O prefeito voltou a associar o bolsonarista Ramagem à política de segurança pública do governador do Rio

No debate para a Prefeitura do Rio de Janeiro desta quinta-feira, os candidatos bolsonaristas Rodrigo Amorim (União Brasil) e Alexandre Ramagem (PL) uniram forças contra o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

No primeiro bloco do debate, a dupla focou seus ataques em temas frequentemente abordados pelo grupo ligado a Jair Bolsonaro, como o aborto, a liberação de drogas, além de insinuarem a participação de Paes em esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

As estratégias de campanha de Paes e Ramagem se mantiveram no último debate antes do primeiro turno. O atual prefeito voltou a associar o bolsonarista à política de segurança pública do governador Cláudio Castro (PL): “No dia em que foram divulgados os últimos índices de segurança pública, o senhor estava ao lado do seu padrinho, o governador Cláudio Castro, que é quem comanda a segurança pública, no Rock in Rio”, alfinetou Paes.

Ramagem rebateu e, pela primeira vez, minimizou o apoio de Castro e focou no apoio recebido de Bolsonaro. “Eu não tenho como padrinho Cláudio Castro. Eu sou liderado por Jair Messias Bolsonaro”, disse, criticando em seguida a gestão do governador do Estado. “É uma gestão medíocre. Tem muito a se fazer”.

Apoio de Lula também é alvo no debate

Outro ponto tratado pelos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas foi o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao atual prefeito. Segundo Ramagem, Paes “esconde Lula atrás do armário”. “É um presidente contra o povo”.

Seguindo a estratégia de campanha, Paes evitou a nacionalização do debate e relativizou o apoio do petista: “Eu sou aliado do presidente Lula, mas não somos iguais. Trabalhamos juntos”.

Com informações do Estadão.  

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