A nova pesquisa Quaest para a eleição de São Paulo mostra que o índice de rejeição aos candidatos Pablo Marçal (PRTB) e Guilherme Boulos (PSOL) no eleitorado da capital oscilou positivamente e chegou a patamar de 50% para ambos. No levantamento divulgado na semana passada, o ex-coach e o psolista não eram opção de voto para 46% e 45%, respectivamente.
Em patamar mais baixo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que empata com Boulos e Marçal na liderança da disputa, marca 39% de rejeição, ante 37% na pesquisa anterior da Quaest.
O índice de eleitores que não escolheriam Marçal era de 35% no fim de agosto, enquanto o de Boulos somava 45%.
Em meio às eleitoras paulistanas, a rejeição a Marçal passou de 47% para 57% em seis dias — o que indica haver maior aversão do público feminino à agressividade do candidato. A negativa de voto ao ex-coach também escalou entre eleitores que se declaram pretos (de 38% para 53%) e os mais pobres (de 38% para 47%).
Entre os candidatos a prefeito de São Paulo, José Luiz Datena (PSDB) tem o maior indicador de rejeição, com 68%. O índice era de 62% na semana passada. O avanço da rejeição ao tucano, portanto, se consolida após o candidato agredir Marçal com uma cadeirada no debate da TV Cultura, no dia 15.
A Quaest entrevistou presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais entre 21 e 23 de setembro. As respostas foram colhidas pela Quaest de sábado a segunda-feira e não captam reações dos eleitores ao último debate entre os candidatos, realizado ontem à noite e que acabou marcado pela expulsão de Marçal e pela agressão desferida por um de seus assessores ao marqueteiro de Nunes. No evento anterior, realizado na sexta-feira pelo SBT, o ex-coach havia indicado que trocaria sua postura agressiva e com provocações aos adversários por um tom mais moderado.
Em meio aos casos de agressão, a Quaest perguntou aos eleitores sobre o nível dos debates de São Paulo até aqui. Para 81%, é baixo, enquanto 7% consideram que os encontros entre os candidatos é de alto nível. Outros 4% dizem que não é alto nem baixo.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-06330/2024. A margem de erro é de três pontos para mais ou menos.
Com informações da coluna Giro, de O Globo





