O partido ainda importa — mas praticamente metade do eleitorado pensa o contrário. Novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta segunda-feira (17) revelam uma divisão quase perfeita entre os brasileiros sobre o peso das legendas na escolha do próximo presidente da República.
Segundo o levantamento contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, 38% dos entrevistados afirmam que o partido de um candidato influencia muito a decisão de voto. No extremo oposto, 37% dizem que a sigla não exerce influência alguma. Outros 22% consideram que o partido influencia pouco, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
Os números ajudam a dimensionar um dos desafios da eleição presidencial de 2026: até que ponto a força das legendas será capaz de determinar o comportamento dos eleitores em uma disputa marcada também pela exposição individual dos candidatos.
Esperança supera preocupação
A Quaest também perguntou aos entrevistados qual emoção sentem diante dos possíveis candidatos à Presidência em 2026.
A resposta mais citada foi esperança, escolhida por 34% dos eleitores. Mas a diferença para um sentimento negativo é pequena: preocupação aparece logo depois, com 30%.
A frustração ocupa a terceira posição, com 12%, seguida de confiança, com 9%. Indiferença foi apontada por 6%, entusiasmo por 3% e raiva por 2%. Outros 2% não escolheram nenhuma das alternativas e 2% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento identificou ainda diferença conforme a renda. Entre os brasileiros de menor renda, 38% dizem sentir esperança diante dos possíveis candidatos. Na parcela mais rica, o índice cai para 28%.
Os números mostram, portanto, um eleitorado que inicia a campanha dividido não apenas politicamente, mas também entre expectativa e apreensão diante das opções apresentadas para comandar o país.
Saúde e segurança aparecem entre maiores sonhos
A pesquisa foi além da corrida eleitoral e perguntou aos entrevistados qual é o principal sonho de suas vidas.
Ter saúde aparece na primeira posição, citado por 19% dos brasileiros. Em segundo lugar, com 15%, está o desejo de viver em um lugar sem violência.
Na sequência, 12% apontam como principal sonho a felicidade da família e dos amigos.
Ter uma casa própria e conseguir uma boa educação para si ou para a família aparecem empatados, com 10% cada. Outros 8% dizem que seu maior desejo é ter comida na mesa todos os dias.
Ter o próprio negócio e ver os filhos chegarem à faculdade aparecem com 5% cada. Para 4%, o principal sonho é deixar de ter dívidas.
Ficar rico, conseguir um bom emprego e viajar ou conhecer novos lugares aparecem com 3% cada.
A presença da segurança entre as primeiras posições chama atenção em meio ao cenário eleitoral de 2026. O desejo de viver sem violência supera, por exemplo, casa própria, educação, emprego e melhora financeira entre as respostas apresentadas.
Veja os principais números da Quaest
Sobre a influência dos partidos na escolha presidencial, 38% dizem que a legenda influencia muito, 22% afirmam que influencia pouco e 37% dizem não sofrer influência. Outros 3% não responderam.
Quando a pergunta é sobre as emoções diante dos candidatos, esperança lidera com 34%, seguida de preocupação, com 30%; frustração, 12%; confiança, 9%; indiferença, 6%; entusiasmo, 3%; e raiva, 2%.
Já entre os sonhos dos brasileiros, saúde aparece com 19%, viver em um lugar sem violência com 15%, felicidade da família e amigos com 12%, casa própria e educação com 10% cada e comida na mesa diariamente com 8%.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.







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