Quadrilha que explorava lenocínio na Itália, comandada por uma mulher, é desarticulada em Búzios pela PF; chefe está foragida

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha voltada à prática dos crimes de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, além de tráfico internacional de drogas. Segundo informações conseguidas pelo jornal Extra, uma mulher está à frente da organização criminosa, alvo principal da operação e…

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha voltada à prática dos crimes de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, além de tráfico internacional de drogas.

Segundo informações conseguidas pelo jornal Extra, uma mulher está à frente da organização criminosa, alvo principal da operação e que teve um mandado de prisão preventiva expedido, não foi localizada. Ela está foragida no exterior e, segundo a PF, foi incluída na lista da difusão vermelha da Interpol. Os agentes cumpriram ainda três mandados de busca e apreensão, no município de Búzios, na Região dos Lagos do Rio. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de São Pedro da Aldeia.

A operação foi batizada com o nome Lenocinium, que vem do Latim e significa o tráfico de escravas para a prostituição. Segundo as investigações da PF, o grupo agia da mesma forma na abordagem e no convencimento das vítimas, que saíam do país com a promessa de emprego na Europa, onde passavam a sofrer exploração sexual.

De acordo com a PF, durante as investigações foi comprovado que uma mulher, vítima do grupo, foi aliciada por um dos criminosos com a promessa de trabalho na Itália. Ela foi levada do Brasil para a cidade de Empoli, na região da Toscana. No local, ela foi mantida em cárcere privado, ameaçada e obrigada a se prostituir diariamente.

As investigações tiveram início após um outro caso, em que a quadrilha agiu de modo semelhante. A vítima conseguiu fugir do cárcere privado, onde também era explorada sexualmente, e fazer a denúncia para a polícia italiana. A mulher também aceitou ir para a Itália com promessas de conseguir um emprego, após ser abordada pela agenciadora, principal alvo da ação, e levada para o país europeu com todas as despesas pagas, incluindo as taxas de emissão de passaporte na PF e a passagem aérea.

— Através dessa informação da polícia italiana, conseguimos deflagrar as investigações aqui no Brasil. E com base nos levantamentos feitos nessas investigações, conseguimos identificar outras pessoas envolvidas no aliciamento. E com base nisso representamos à Justiça Federal em São Pedro da Aldeia pela prisão preventiva da exploradora, que está foragida. No cumprimento de busca e de prisão na data de hoje ela não foi localizada em nenhum dos endereços, mas conseguimos cumprir os mandados de busca nos endereços ligados a ela e a outros aliciadores — disse o delegado Ozildo Borges, responsável pela investigação.

Leia mais sobre a operação no jornal Extra On Line:

https://extra.globo.com/casos-de-policia/pf-faz-operacao-em-buzios-contra-quadrilha-acusada-de-explorar-sexualmente-mulheres-na-italia-25560036.html

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