Quatro integrantes de uma quadrilha especializada em fraudes financeiras foram presos em flagrante por policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) durante uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, informa reportagem do jornal Extra. O grupo, que operava sob o nome de “Bonde do Urso”, é vinculado ao traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha havia alugado uma residência na região para servir de base para seus crimes. No local, os agentes encontraram drogas, computadores, máquinas de clonagem de cartões e um laboratório improvisado para falsificação de dados bancários.
As investigações indicam que o grupo não se limitava à clonagem de cartões. A quadrilha também promovia fraudes em plataformas digitais e golpes em sites de apostas esportivas, utilizando uma estrutura tecnológica considerada avançada pelos investigadores. De acordo com os agentes, o imóvel funcionava como uma verdadeira “empresa clandestina do crime”.
Durante a ação, também foram apreendidos materiais que revelam a identidade visual do grupo, como camisas personalizadas com o nome “Bonde do Urso”. Imagens encontradas no local mostram os integrantes ostentando joias, barras de ouro e fotografias ao lado de traficantes.
A Polícia Civil informou ainda que o suposto líder da quadrilha foi recentemente identificado em um baile funk realizado na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, onde um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi morto no último fim de semana. No evento, o suspeito estava ao lado de integrantes da alta cúpula do tráfico e de artistas com ligações com o Comando Vermelho. Outros membros do Bonde do Urso também foram vistos no local, misturados aos chamados “soldados” da facção.
Após as prisões, foi realizada uma perícia detalhada na residência usada pela quadrilha. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e mapear a extensão da rede criminosa, que, segundo a polícia, é financiada por Doca.





