PUC-Rio se torna líder entre universidades privadas no país com parcerias estratégicas e investimentos em pesquisa

Com 120 colaborações e projetos científicos voltados para o mercado, instituição investe em inovação e responsabilidade social

Em menos de dois anos à frente da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, o reitor padre Anderson Antônio Pedroso adotou a estratégia de se aproximar do setor privado e alavancar a pesquisa com foco nas demandas do mercado. Essa postura transformou a universidade na melhor instituição privada do Brasil, conforme o ranking da revista Times Higher Education, no qual ocupa a terceira posição geral, empatada com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A PUC-Rio também é conhecida por abrigar alguns dos principais responsáveis pelos conceitos que embasaram o Plano Real, nos anos 1990.

Em entrevista, o padre Anderson comentou: “Não sou CEO de uma empresa de lucro, mas, sim, sou CEO de uma universidade sem fins lucrativos com função social fundamental e lutando contra a pobreza. Alcançar a sustentabilidade é nosso objetivo. Para isso, tomamos decisões que não são fáceis, mas estratégicas. Investir na pesquisa é nosso carro-chefe, mas sem esquecer do todo e com função social específica de trazer igualdade social.”

A universidade tem firmado parcerias estratégicas com empresas, como Dasa, Petrobras, Shell, Embraer, Eneva e muitas outras, para viabilizar pesquisas de ponta. Um dos destaques é o Biodesign Lab, uma parceria com a Dasa para o desenvolvimento de tecnologias em 3D aplicadas à medicina, incluindo a impressão de fetos em 3D, que recebeu ampla atenção internacional.

Colaborações com 120 empresas e mais de 200 projetos de pesquisa

Com parcerias de peso, a PUC mantém 120 colaborações com empresas de diversos setores, financiando mais de 200 projetos de pesquisa. A universidade também contribui com avanços significativos em áreas como cardiologia, ortopedia e neurologia, utilizando tecnologias de realidade aumentada e impressão em 3D para cirurgias complexas.

A parceria com a Eneva é um exemplo do impacto de suas pesquisas. Juntos, a PUC e a empresa desenvolvem um software de inteligência artificial que melhora a precisão na prospecção de gás natural. Com isso, a assertividade na exploração aumentou de 30% para 70% em dois anos, um salto considerável que já retornou o investimento inicial de R$ 7,4 milhões.

Universidade já tem 94 patentes registradas

Além disso, a PUC tem 94 patentes registradas e 102 softwares criados, frutos das mais de 200 parcerias com o setor privado. “Um dos grandes problemas do Brasil é justamente a dificuldade de conexão entre o conhecimento acadêmico e a indústria”, destacou o economista Sérgio Besserman, ex-aluno e integrante do Conselho de Desenvolvimento da PUC.

A instituição também é pioneira em seu compromisso social, destinando 40% de suas bolsas para alunos de baixa renda e financiando programas como o curso pré-vestibular para jovens da Rocinha, uma das maiores favelas cariocas.

A PUC-Rio, com um fundo patrimonial de R$ 500 milhões, segue investindo fortemente em áreas como inteligência artificial e pretende lançar um curso de Medicina, além de expandir cursos voltados para a inovação tecnológica. “Todo curso vai ter que ter inteligência artificial, queremos criar um ambiente tecnológico”, finalizou o reitor.

Com informações do Estado de S.Paulo

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