PT do Rio projeta eleição de 10 prefeitos do partido, mas quer reforçar alianças feitas na eleição presidencial 

Embora não abra mão da possibilidade de eleger prefeitos em cidades importantes do Rio de Janeiro, o PT do estado pretende reforçar a experiência adquirida na eleição do ano passado, quando fez alianças não apenas com políticos progressistas, mas também com centristas e até políticos conservadores, desde que democratas. Segundo o Globo on-line, de olho…

Embora não abra mão da possibilidade de eleger prefeitos em cidades importantes do Rio de Janeiro, o PT do estado pretende reforçar a experiência adquirida na eleição do ano passado, quando fez alianças não apenas com políticos progressistas, mas também com centristas e até políticos conservadores, desde que democratas.

Segundo o Globo on-line, de olho em ampliar sua influência nas principais cidades do Rio, onde vem sofrendo repetidas derrotas nas últimas eleições municipais, o PT estuda repetir no estado as alianças da última corrida presidencial e os movimentos que tem feito atualmente no cenário nacional, incluindo a aproximação com siglas de fora do campo da esquerda. Assim, na contramão do que fez em pleitos anteriores, petistas devem apoiar candidaturas de aliados em detrimento de lançar nomes da própria legenda.

Na capital, o PT já sinalizou que deve apoiar a candidatura do prefeito Eduardo Paes (PSD) à reeleição, na busca de poder indicar um nome para vice na chapa. No entanto, há um movimento de trazer um nome ligado a Paes, como o do deputado federal Pedro Paulo (PSD) ou do presidente da Câmara municipal, Carlo Caiado (PSD), o que para interlocutores petistas pode levar a legenda a indicar um nome próprio.

Fora da capital, entre os partidos que o PT conversa está o Republicanos, legenda chefiada no estado por Waguinho, marido da ex-ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União). Integrantes próximos ao diretório nacional defendem que o presidente Lula tem “faturas a pagar” com o prefeito de Belfort Roxo, diante de atritos que levaram à saída de Daniela da pasta. Evangélico, o casal apoiou Lula no segundo turno da disputa contra Jair Bolsonaro (PL). Na cidade, o PT deve deixar de lançar candidatura própria para apoiar Matheus Carneiro (Republicanos), sobrinho de Waguinho. Ele deve enfrentar o ex-aliado e agora rival do atual prefeito, o deputado estadual Márcio Canella (União).

Em Duque da Caxias, Zito caminha para a filiação ao PV e é pré-candidato. Como o partido faz parte da federação com PT e PCdoB, o lançamento do nome do cacique político local frearia uma candidatura própria petista. Zito pode concorrer com Marcos Tavares (PDT). Ainda na cidade, o ex-prefeito Washington Reis (MDB) vem encontrando dificuldades em achar alguém para manter a influência da família no reduto, mas tenta cacifar seu sobrinho, Netinho.

Em Niterói, há alinhamento do diretório do PT em apoiar uma possível candidatura do ex-prefeito Rodrigo Neves (PDT), apontado como nome da sigla para o pleito, em vez do atual prefeito, Axel Grael. No entanto, o PSOL também projeta o nome da deputada federal Talíria Petrone, outra representante do campo da esquerda, para a disputa. Os dois candidatos devem enfrentar o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy (PL).

Em outra frente, a expectativa de dirigentes é conseguir eleger de quatro a dez prefeitos do partido nos 92 municípios. Isso representaria aumento significativo ante os últimos oito anos, em que, no Rio, o PT venceu apenas em Maricá, com Fabiano Horta, afilhado político de um dos vice-presidentes nacionais do partido, Washington Quaquá. Em 2012, durante o primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a legenda elegeu dez prefeitos entre os 30 candidatos próprios.

Em Maricá, o candidato do partido para suceder Fabiano Horta será o ex-prefeito Washington Quaquá. Ele vai disputar a eleição tendo o atual presidente regional do partido, João Maurício, como candidato a vice. O adversário na cidade é o deputado Felipe Poupel.

Para João Maurício, o pleito de 2024 será diferente em relação ao de 2020, em função da eleição de Lula no ano passado. Com o crescimento de deputados da legenda eleitos — foram sete estaduais e cinco federais, contra três estaduais e dois federais em 2018 —, a sigla agora aposta em maior expressão nas disputas nos municípios:

— Nossa meta é eleger, no mínimo, dez prefeituras no estado e dobrar o número de vereadores (em 2020, foram eleitos 19 vereadores), com foco na Região Metropolitana e contando com o apoio do bloco de partidos que estiveram conosco no segundo turno da eleição do presidente Lula no Rio — diz o dirigente.

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