O PT divulgou um vídeo nas redes sociais com a deputada federal Benedita da Silva em defesa da família, após críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva motivadas por uma ala do desfile da Acadêmicos de Niterói no carnaval.
A publicação ocorreu depois da repercussão negativa provocada pela representação de “neoconservadores” com fantasias de “famílias em conserva” durante a apresentação da escola na Marquês de Sapucaí, o que mobilizou setores da oposição e entidades religiosas.
Vídeo aposta em discurso religioso e social
Na gravação, Benedita se apresenta como evangélica e reforça a importância da família no debate público, ao mesmo tempo em que critica adversários políticos.
“Hoje eu quero falar de uma coisa sagrada: a família. Mais uma vez, usam a Bíblia como se fosse um crachá, como se Deus tivesse partido. Nas redes, o bolsonarismo diz que defende a família, mas, na prática, planta o medo, divisão e mentiras”, disse.
A deputada também vincula políticas do governo federal ao cuidado com as famílias brasileiras, citando iniciativas econômicas e sociais adotadas pela atual gestão.
Ela menciona a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, programas como Luz do Povo e Gás do Povo, além de mudanças nas regras para obtenção da CNH. Benedita ainda faz referência ao Bolsa Família, ao Pé-de-Meia, ao Minha Casa, Minha Vida e ao Sistema Único de Saúde.
Mensagem direta ao eleitorado evangélico
No trecho final, a parlamentar reforça o apelo religioso e pede cautela aos fiéis diante do uso político da fé.
“Por isso eu pergunto: quem cuida de verdade das famílias neste país? A fé, até onde eu aprendi no Evangelho, não anda de mãos dadas com a mentira, porque a mentira aprisiona. A palavra nos ensina: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Então, como irmã, eu peço, não entregue a sua fé a quem usar o nome de Deus para seus interesses políticos e eleitorais. Olhe para os frutos, para o cuidado e para a vida real”, afirmou.
A divulgação do vídeo ocorre em meio à reação de grupos conservadores ao desfile da Acadêmicos de Niterói. Nos últimos dias, parlamentares e organizações religiosas publicaram críticas ao conteúdo da apresentação e cobraram responsabilização.
Levantamento do instituto Ideia apontou que 61,1% dos evangélicos consideraram a ala ofensiva à liberdade religiosa ou uma representação preconceituosa, o que elevou a pressão sobre o governo e o partido, informa O Globo.






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