O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, publicou nas redes sociais um vídeo criado com inteligência artificial em que aparece, ainda criança, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A postagem foi feita após encontro oficial entre os dois líderes em Seul, nesta segunda-feira (23).
A gravação combina imagens antigas dos dois presidentes quando eram crianças com cenas reais da reunião recente. No trecho gerado por IA, os dois meninos se aproximam e se abraçam, simbolizando trajetórias semelhantes marcadas pela origem operária.
Mensagem política e simbolismo social
Ao divulgar o vídeo, Lee escreveu que a história de ambos representa uma superação compartilhada.
“Dois ex-meninos operários se tornaram presidentes e se encontraram”, afirmou o líder sul-coreano.
Ele acrescentou que as experiências de vida difíceis moldaram suas trajetórias políticas.
“Tiveram feridas, mas não cicatrizes. No trabalho, aprenderam a sabedoria da vida. Enfrentaram adversidades, mas o povo os resgatou. Por isso, somos irmãos”, publicou.
Origem humilde marca narrativa de Lee
Lee já havia exaltado anteriormente o percurso de Lula, ressaltando a passagem do brasileiro pelo trabalho operário. O sul-coreano também comparou a própria história à do presidente do Brasil.
Empossado em junho de 2025, Lee tem trajetória marcada pela pobreza. Em autobiografia recente, descreveu a infância como “miserável”. Nascido no interior do país, veio de família numerosa e precisou deixar a escola ainda criança para trabalhar.
Acidentes e vida nas fábricas
Durante a juventude, Lee atuou em fábricas e sofreu dois acidentes graves. Em um deles, aos 13 anos, teve o pulso esmagado por uma prensa, o que provocou uma lesão permanente no braço.
A história pessoal, frequentemente lembrada em seus discursos, tem sido usada como elemento de identificação com trabalhadores e setores populares, estratégia também associada à trajetória política de Lula.
Acordos comerciais e aproximação diplomática
A visita do presidente brasileiro à Coreia do Sul resultou na assinatura de dez acordos voltados à cooperação em áreas comerciais e no setor de minerais críticos. Os governos também firmaram um plano de quatro anos para ampliar relações políticas, econômicas e intercâmbios.
O encontro foi interpretado como sinal do bom momento nas relações bilaterais. Brasil e Coreia do Sul mantêm laços diplomáticos desde 1959, há mais de seis décadas, e buscam ampliar parcerias estratégicas em tecnologia, comércio e inovação.






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