Rodrigo Vilela (de Brasília)
Em Brasília, já há uma certeza que debela algumas das especulações associadas à candidatura do PSOL ao governo, nos últimos tempos: o martelo está batido e o candidato virá da Câmara dos Vereadores. É a forma de fazer com que ninguém perca o seu mandato ao tentar o governo e, desta forma, todos os deputados federais vão tentar se manter no cargo.
Mas, algo chama a atenção na capital federal. Antes tido como o nome mais forte para a disputa, Mônica Benício agora parece estar com menos força do que os seus colegas de bancada, William Siri e Thais Ferreira. A interpretação é a de que Siri atrai o eleitorado da Zona Oeste e da Baixada — áreas onde o PSOL quer crescer no Rio — e, desta forma, pode se tornar recall para as próximas eleições. Já Thais Ferreira é defendida para o posto por ser uma mulher negra, que traria em si o simbolismo de uma das principais causas da legenda.
E tem mais: dois deputados federais embalam os sonhos do PSOL em ter mais do que os cinco atuais parlamentares do Rio no ano que vem. A leitura é a de que Glauber Braga terá ainda mais votos, depois de ter lutado contra um processo de perda de mandato nos últimos anos, enquanto Pastor Henrique Vieira cresceu em seu primeiro mandato.
Caso os demais mantenham as suas votações e eles dois ascendam, o partido pode ter mais um nome na Câmara, apontam as estimativas.






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