O Instituto Proa, iniciativa criada no morro da Igrejinha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, vem transformando a realidade de estudantes da rede pública por meio de cursos profissionalizantes gratuitos. O projeto tem como foco preparar jovens para o mercado de trabalho e ampliar oportunidades de inserção profissional.
Além da capacitação técnica, a plataforma acompanha os participantes durante os três primeiros anos de carreira, oferecendo suporte contínuo e orientação profissional. A proposta é garantir que o aprendizado se traduza em estabilidade e crescimento no mercado formal.
Entre os alunos atendidos está Matheus Cauã da Hora, que encontrou na tecnologia um caminho para o futuro após ingressar em um curso de programação oferecido pela iniciativa.
Trajetória marcada pela tecnologia
Desde a infância, Matheus demonstrava interesse por computadores e internet. Com o incentivo da família, passou a aprender de forma autodidata por meio de tutoriais online, explorando áreas como design gráfico e suporte técnico.
Hoje, ele atua como assistente de tecnologia e está no último ano do curso de Análise de Sistemas na Unisuam, colhendo os resultados do investimento feito na própria formação.
A experiência de Matheus reflete o impacto do projeto, que busca alinhar capacitação prática às demandas reais do mercado de trabalho.
Resultados e cenário do mercado
De acordo com dados do Instituto Proa, cerca de 7 mil alunos já concluíram os cursos oferecidos, sendo que pelo menos 4 mil estão atualmente inseridos no mercado de trabalho. O desempenho ganha ainda mais relevância diante do cenário econômico.
Em outubro, o estado do Rio de Janeiro foi o quinto do país com maior número de vagas formais abertas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal.
Para quem já atua profissionalmente, a qualificação contínua é essencial. “O mercado é muito dinâmico e todo dia surge uma informação nova. Fazer cursos é fundamental para estar preparado”, afirma Guilherme Ribeiro, assistente de gestão financeira.
Quem pode participar do Proa
O projeto é voltado a jovens entre 17 e 22 anos que tenham cursado ou estejam concluindo o 3º ano do ensino médio em escolas públicas. Outro requisito é a disponibilidade de pelo menos 20 minutos diários para dedicação às atividades da plataforma.
Atualmente, mais de 10 mil jovens estão cadastrados no Proa. “Nosso objetivo é ampliar o acesso à formação e criar oportunidades reais de transformação social”, destaca a CEO da plataforma, Alini D’al Magro.
Com foco em educação, empregabilidade e acompanhamento de carreira, o Instituto Proa se consolida como uma das principais iniciativas de capacitação de jovens da rede pública no Rio de Janeiro.






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