O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) definiu nesta quinta-feira (8) os três nomes que compõem a lista tríplice para a vaga destinada ao Ministério Público Federal (MPF) no tribunal. A informação é do repórter Lauro Jardim, em O Globo
Apesar de ter sido o segundo mais votado por seus pares na composição da lista sêxtupla, o procurador Eduardo El Hage, ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, ficou de fora da relação final que será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável pela nomeação.
A exclusão de El Hage já era considerada provável nos bastidores, devido à sua forte ligação com a operação Lava Jato, vista com reservas por parte do tribunal. Em seu lugar, avançaram os procuradores Júlio César Costa, Neide Cardoso e Stanley Valeriano.
Júlio César, um dos poucos procuradores negros da carreira e ex-procurador-chefe no Espírito Santo, recebeu 28 votos e liderou a votação. Ele é apontado como nome forte não apenas por sua trajetória, mas também por sua relação com o estado capixaba — um fator que pode ajudar a equilibrar a predominância fluminense entre os desembargadores do TRF-2.
Stanley Valeriano, que havia ficado em quarto lugar na votação interna do MPF, conquistou 17 votos e garantiu o segundo lugar no escrutínio final. Assim como El Hage, também participou da Lava Jato, o que poderá gerar resistências no processo de escolha final.
A procuradora Neide Cardoso, por sua vez, foi confirmada apenas em um segundo turno de votação, após não alcançar os 17 votos exigidos para aprovação em um primeiro momento, conforme determina o regimento interno do TRF-2. Neide já atua na segunda instância do tribunal, o que é considerado um trunfo a seu favor.
Com a definição dos três nomes, caberá agora ao presidente da República escolher quem ocupará a vaga de membro do MPF no TRF-2, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.





