Processo de privatização da Feira de São Cristóvão será acompanhado por Comissão da Alerj

Os comerciantes do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido popularmente como Feira de São Cristóvão, localizado no bairro do mesmo nome, ganharam apoio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para tentar alterar o projeto que prevê a privatização do espaço por parte da prefeitura do Rio. Na sessão desta quarta-feira…

Os comerciantes do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido popularmente como Feira de São Cristóvão, localizado no bairro do mesmo nome, ganharam apoio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para tentar alterar o projeto que prevê a privatização do espaço por parte da prefeitura do Rio. Na sessão desta quarta-feira (03/05), a presidente da Comissão de Cultura, deputada Verônica Lima (PT), anunciou que realizará uma série de audiências públicas para ouvir as demandas dos trabalhadores do local.

O tema já havia sido abordado por Tia Ju (Republicanos) na sessão de terça-feira (02/05), que fez encaminhamento ao próprio colegiado para que acompanhasse o processo licitatório. Hoje, além de convidar a Comissão de Feirantes para a sessão da Casa, a deputada voltou a criticar o edital e a forma ofensiva dispensada aos trabalhadores, mas comemorou a decisão da prefeitura de suspender o edital. “Graças a Deus o edital foi suspenso. Graças a Deus, à união e à perseverança dos nossos nordestinos”, disse.

Os deputados Dionísio Lins (PP) e Carlos Minc (PSB) também fizeram coro com ela. A forma como a prefeitura conduziu a situação gerou insatisfação entre os comerciantes que alegavam, principalmente, não terem sido ouvidos. Após o impasse, o prefeito Eduardo Paes (PSD) se reuniu com o grupo e decidiu suspender o edital de licitação, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, que previa investimento de R$ 97,4 milhões em reformas e na ampliação do espaço ocupado pelos feirantes.

Segundo a prefeitura, a suspensão foi feita para que os termos do edital possam ser debatidos. Verônica Lima, porém, lembrou que a Assembleia precisa estar atenta porque o problema ainda não foi solucionado. “É preciso saber como vai ser o desdobramento disso. O espaço precisa ser recuperado, mas qual é a contrapartida que vai ter? Não adianta retirar o edital e não apresentar uma proposta para a demanda dos trabalhadores”, argumentou, dizendo que as audiências públicas terão esse propósito.

Além de não terem sido ouvidos pela prefeitura, os feirantes reclamam da proposta apresentada. Segundo eles, não constava no projeto, por exemplo, o direito de permissão de uso e nem da manutenção das tradições nordestinas. A luta agora é para que a prefeitura não realize a privatização. “Não queremos apenas a suspensão, queremos o fim da privatização. Nós somos a favor da revitalização, porque com a privatização perderemos nosso direito de uso e passamos a ser concessionários”, justifica o presidente da Comissão de Feirantes, Luiz Carlos Santos.

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