Comissão de Direitos Humanos da Alerj fará vistoria na Aldeia Maracanã depois de agressão política a deputada

Um grupo de deputados estaduais, liderado pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fará uma inspeção na Aldeia Maracanã para conhecer as reais condições dos moradores que residem no espaço. A ideia é que a visita também conte com a presença de representantes das secretarias de Estado…

Um grupo de deputados estaduais, liderado pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fará uma inspeção na Aldeia Maracanã para conhecer as reais condições dos moradores que residem no espaço. A ideia é que a visita também conte com a presença de representantes das secretarias de Estado de Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, Polícia Militar e Defesa Civil.

A proposta foi apresentada na sessão plenária, desta quarta-feira (31/05), durante discurso de solidariedade à deputada Índia Armelau (PL). Ela usou o microfone para relatar que foi vítima de violência política e “quase foi linchada” em frente à Alerj, na terça-feira (30/05), por manifestantes que se declararam indígenas e do Movimento Sem Terra (MST). Segundo Índia, a agressão verbal começou depois que revelou que era uma parlamentar de direita, tendo que ser socorrida por seguranças da Alerj e policiais militares. A deputada recebeu apoio tanto da base governista quanto da oposição.

A ideia da vistoria partiu do deputado Rodrigo Amorim (PTB), sugerindo que o local, ao invés de abrigar índios, teria outro propósito. “A Comissão dos Direitos Humanos precisa visitar o espaço. Há relatório da Defesa Civil condenando edificação; a Polícia Militar dizendo que ali é entreposto de crime nos dias de jogos; a Assistência Social falando de violação de direitos; e a Secretaria de Saúde dizendo das condições insalubres a que aquelas pessoas, inclusive crianças, estão submetidas”, disse.

Para ele, Alerj não pode se calar frente ao episódio ocorrido com Índia Armelau, que envolveu “supostos índios”. “O estado precisa recuperar a área. É um espaço nobre de 14 mil metros quadrados, ao lado do maior equipamento esportivo do mundo”, frisou. A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada Dani Monteiro (Psol), apoiou a ideia, e argumentou que Amorim, por ser da base do governo, poderia acionar representantes do Estado para comparecerem juntos ao local.

“A minha contraproposta é que o deputado, com trânsito no Executivo, leve também para a aldeia serviços e direitos que aquelas pessoas têm. Que a Secretaria de Saúde, de Direitos Humanos, Assistência Social possam acompanhar a visita para entenderem quais são as demandas das crianças que há ali”, pontuou, tendo recebido sinal positivo de Amorim depois que ele acionou o líder do governo, deputado Dr. Serginho (PL). A data da visita ainda será agendada.

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