O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, completa sua primeira semana no cargo com uma agenda centrada em medidas para conter a alta do diesel e enfrentar o endividamento das famílias. Ele assumiu a pasta após a saída de Fernando Haddad, que deixou o governo para disputar as eleições em São Paulo.
Nos primeiros dias à frente da equipe econômica, Durigan liderou negociações com estados para viabilizar um subsídio ao diesel importado. A proposta prevê o pagamento de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, com custo estimado em R$ 3 bilhões, dividido entre União e governos estaduais. A medida busca reduzir o impacto da alta do petróleo no mercado internacional, agravada pelo conflito no Oriente Médio.
O ministro também participou de agendas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou a apresentação, no curto prazo, de propostas para enfrentar o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. A orientação inclui, além de medidas econômicas, ações de educação financeira.
Na área de crédito, Durigan anunciou linhas de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas exportadoras, com recursos operados pelo BNDES. Internamente, o ministro manteve a base da equipe anterior e promoveu o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, à secretaria-executiva da pasta.
Em sua primeira declaração após assumir o cargo, Durigan afirmou que dará continuidade à política econômica de seu antecessor, com foco no ajuste fiscal, revisão de benefícios tributários e melhoria da eficiência dos gastos públicos. Ele também destacou a prioridade de avançar na regulamentação da reforma tributária e no fortalecimento do sistema de crédito no país.






Deixe um comentário