A nova secretária estadual de Saúde do Rio foi nomeada hoje. Claudia Maria Braga de Mello é a primeira servidora mulher dos quadros da secretaria a comandar a pasta. Ela assume o posto depois da saída do deputado federal Dr. Luizinho (PP), que retorna ao Congresso Nacional para assumir a liderança do Progressistas na Câmara depois de André Fufuca assumir o Ministério dos Esportes.
Claudia assume a pasta sob as bençãos do antecessor, de quem era subsecretária de Vigilância em Saúdes e chegou a ser substituta dele em reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ela é médica concursada do estado desde 2001 e atuou no atendimento em UPAs, no SAMU e em diversos cargos administrativos da secretaria. No setor privado, a nova comandante da saúde fluminense trabalhou como médica auditora, fazendo a reanálise de procedimentos de pequeno a grande porte.
— Só tenho a agradecer ao Dr. Luizinho pelo trabalho realizado em benefício da Saúde do Estado do Rio. Portanto, nada mais natural do que aceitar a sugestão dele de nomear a Dra. Cláudia Mello, seu braço direito, para dar continuidade ao trabalho — declarou o governador Cláudio Castro
A nova secretária terá com um dos principais desafios enfrentar os problemas das filas para procedimentos de grande complexidade, sobretudo oncológicos. Atualmente, um paciente com câncer de mama pode levar um ano para iniciar tratamento no Rio. O governo do Rio negocia com o Ministério da Saúde a estadualização do Hospital da Lagoa pra se tornar um instituto do Câncer.
— A gente tem uma necessidade de ampliação de rede oncológica, que é um desafio e precisamos desafogá-la. Temos novas unidades em construção em fase acelerada em Nova Friburgo, Resende e na Baixada Fluminense — destaca a médica.
A secretaria também já tem se reunido com municípios para aprimorarem o acompanhamento da evolução dos casos de Covid-19 no Rio, que voltou a registrar crescimento. A nova secretária, que nos últimos anos atuou no planejamento de medidas de combate à doença, destaca que o monitoramento melhorou com a abertura do Centro de Inteligência em Saúde e pede para a população se vacinar.
— Temos um aumento de casos e de testes positivos e estamos na fase de monitoração contínua para a gente poder não perder o “timing”. A gente fala sempre: vacinar, vacinar e vacinar — diz.
A incorporação das unidades atualmente geridas por Organizações Sociais para a Fundação Saúde continuará, explica Claudia Mello. Uma lei proíbe, a partir do segundo semestre de 2024, que as OSs administrarem unidades estaduais. Enquanto conclui a retomada dos hospitais, o Tribunal de Contas do Estado tem investigado contratações emergenciais da Fundação com empresas de funcionários da própria. A secretária defende que continuará o processo de transparência na secretaria.
— Todos os dados relacionados aos apontamentos do TCE estão sendo avaliados pela área jurídica. Quando é necessária uma contratação emergencial é feito uma regular em paralelo. Manteremos a aproximação e transparência como sempre — destaca.
Com informações de O Globo.





