Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira (19) a primeira das duas ações movidas pela coligação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições do ano passado. Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin são investigados por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
No primeiro caso, já rejeitado, o processo questionava o fato da campanha de Lula ter patrocinado resultados em buscas no Google sobre termos negativos envolvendo o então candidato. Por exemplo, quando era pesquisado sobre “Lula condenação”, um anúncio exibia um texto afirmando que o petista foi “absolvido”.
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu que os dois processos sejam rejeitados.
No outro processo, a acusação é de que Lula teria utilizado uma entrevista coletiva, realizada no dia do primeiro turno, para se promover, no que seria “boca de urna”.
A PGE considerou que a proibição de propaganda eleitoral no dia da eleição não abrange a concessão de entrevistas e que alegou que não há “evidência de que os meios de comunicação tenham transformado a breve resposta do candidato investigado em desabrida peça de publicidade”.
Outras duas ações de investigação judicial eleitoral (aijes) contra a campanha de Lula ainda tramitam no TSE, sem previsão de serem julgadas. Esses processos envolvem suposto abuso em um ato de campanha, a atuação do deputado federal André Janones (Patriota-MG)
Com informações de O Globo





