PRF decreta luto oficial de 3 dias após agentes morrerem em acidente durante perseguição na Avenida Brasil

Policiais estavam sem cinto e foram arremessados após viatura cair de viaduto

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) decretou luto oficial de três dias após o trágico acidente que resultou na morte de três agentes durante uma perseguição na Avenida Brasil, na altura de Parada de Lucas, Zona Norte do Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (19). O acidente ocorreu quando a viatura da PRF colidiu com a traseira de um carro de passeio e caiu de um viaduto. Um quarto agente sobreviveu, mas está internado em estado grave.

As vítimas foram identificadas como Diego Abreu de Figueiredo, de 47 anos; Rodrigo Pizetta Fraga, de 47; e Carlos Eduardo Mariath Macedo, de 41. O sobrevivente, Yuri Zarjitsky Carvalho, de 31 anos, foi arremessado do veículo, assim como os colegas, pois nenhum dos quatro usava cinto de segurança. A prática, embora represente infração grave segundo o Código de Trânsito, é comum em operações policiais por permitir saídas rápidas em situações de risco, como confrontos armados.

Segundo testemunhas, os policiais perseguiam um motociclista sem capacete quando a viatura, uma picape de grande porte com suspensão rígida, perdeu o controle e bateu em um carro de passeio. Ambos os veículos despencaram do viaduto. O acidente foi atendido por equipes do Corpo de Bombeiros, acionadas por volta de 1h30 da manhã, com apoio dos quartéis de Parada de Lucas, Irajá, Guadalupe, Ricardo de Albuquerque e Penha.

A 38ª DP (Brás de Pina), responsável pela investigação, apura as causas do acidente e deve analisar imagens de câmeras de segurança para entender a dinâmica da colisão.

A PRF divulgou nota oficial expressando pesar. “A PRF se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda, compartilhando a dor desta perda irreparável”, afirmou o comunicado.

Diego Abreu havia ingressado na corporação em 2022 e atuava na Delegacia do Rio de Janeiro. Carlos Eduardo Mariath Macedo estava na PRF desde 2017 e trabalhava na Delegacia de Duque de Caxias, mesma unidade de Rodrigo Pizetta Fraga. Todos os agentes mortos eram casados e deixaram filhos. O estado de saúde de Yuri Zarjitsky Carvalho ainda inspira cuidados, e não há previsão de alta.

Com informações de O GLOBO.

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