Um dos nomes mais recorrentes nos registros de furtos da Zona Sul do Rio voltou a ser alvo da Justiça. Segundo reportagem publicada por O Globo, Patrick Rocha Maciel de Oliveira, de 21 anos, já foi citado em 86 registros de ocorrência e responde a cinco processos criminais. Ele havia saído da prisão em 4 de junho e, em menos de um mês, voltou a delinquir — o que levou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a denunciá-lo e a converter sua prisão em flagrante em prisão preventiva, após um furto a uma farmácia em Ipanema.
A nova prisão ocorreu no dia 1º de julho, durante audiência de custódia na Central de Custódia de Benfica, e foi motivada por um furto cometido em 29 de junho. Na ocasião, Patrick e outro suspeito, Renan Dantas dos Santos, conhecido como “Rihana”, invadiram uma farmácia na Rua Barão da Torre. Produtos como leite em pó e fraldas foram levados. Ambos agora são réus.
Mas esse não foi o único episódio recente. De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), Patrick esteve envolvido em pelo menos três outros furtos entre os dias 4 e 29 de junho. Dois deles ocorreram em prédios residenciais — um na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e outro na Avenida Atlântica. Em ambos, a polícia afirma ter provas periciais e imagens de câmeras de segurança que indicam a participação de Patrick.
Além dos furtos patrimoniais, um episódio que causou grande repercussão foi a invasão e profanação de um templo evangélico em Copacabana, na madrugada de 24 de junho. Na ação, os criminosos furtaram itens domésticos, um notebook e equipamentos de som. No entanto, o que mais chocou os fiéis foi o uso de toalhas do altar para se limpar após defecarem no local. Câmeras de vigilância flagraram três suspeitos, e Patrick é apontado como um dos envolvidos.
— Não há nenhuma dúvida da participação de Patrick nos crimes. Em apenas 24 dias em liberdade, ele arrombou e furtou dois apartamentos, invadiu um templo evangélico e roubou uma farmácia — declarou o delegado Lages.
Segundo ele, no ano passado, Patrick já havia sido preso duas vezes. Em janeiro de 2024, após furtar uma clínica odontológica, causou um prejuízo superior a R$ 100 mil. Pouco depois de ser libertado, foi detido novamente por outro furto, desta vez a um mercado. Ainda assim, saiu da prisão em junho deste ano e rapidamente reincidiu.
— A gente conseguiu identificá-lo por meio de laudos periciais, papiloscópicos e imagens. Ele representa uma ameaça à ordem pública — completou o delegado.
A reincidência e a frequência dos crimes levantam questionamentos sobre os mecanismos de progressão penal e o acompanhamento de egressos do sistema prisional. A Polícia Civil segue investigando se Patrick participou de outras ações semelhantes enquanto esteve em liberdade.






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