Durante sua permanência, hoje, no Rio de Janeiro, o presidente Lula (PT) se reunirá com oficiais da Marinha para supervisionar o Complexo Naval de Itaguaí. É lá que são construídas as embarcações previstas no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).
Após a superação de arestas Lula tem estabelecido relações constitucionais mais tranquilas com os militares, ao mesmo tempo em que busca a despolitização das tropas e o julgamento dos militares envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro.
Na semana passada, foram apresentados ao presidente Lula os projetos estratégicos da Marinha, como o Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Prosub.
Uma das intenções declaradas do presidente é a modernização das Forças Armadas e da indústria de defesa no Brasil.
A visita desta quinta-feira é altamente simbólica. O Prosub foi idealizado pelo Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que foi preso e condenado em 2015 pelo ex-juiz parcial Sergio Moro.
Durante sua estadia na prisão, o almirante Othon tentou ser ouvido, sem sucesso, teve pedidos de soltura negados, ficou doente e chegou a tentar o suicídio. Ele é um dos maiores cientistas brasileiros e responsável pelo programa nuclear do País.
Em seu Twitter, o presidente Lula anunciou a visita: “Hoje estou no Rio de Janeiro, onde visitarei a construção de submarinos pela Marinha em Itaguaí e também participarei do relançamento de programas de fomento à cultura, para recuperarmos empregos e a produção artística brasileira”.
No cronograma do Prosub, há previsão de entrada em operação do S-41 pela Marinha no segundo semestre de 2023. O primeiro submarino construído no programa foi o S-40 “Riachuelo”. O lançamento do “Tonelero” (S-42) tem previsão para 2023 e o “Angostura” (S-43) está programado para 2024. Além de representar um dos maiores programas estratégicos da Defesa, o Prosub tem impacto significativo na economia, com geração de mais de 60 mil empregos diretos e indiretos e envolvimento de 700 empresas.





