Presidente do PT diz que haverá ‘mudança de enfoque’ na campanha de Lula no 2º turno

Edinho afirma que petista participará do maior número possível de debates e defende confronto direto com Flávio Bolsonaro

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (5) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma mudança de “enfoque” no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o dirigente, a estratégia será voltada para um confronto mais direto com Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa marcada para 25 de outubro.

Edinho descartou, neste momento, uma troca de nomes na equipe de campanha e afirmou que o principal ajuste será na forma de comunicação com os eleitores. “Nunca conversamos sobre isso. A questão não é mudar nomes, é mudar enfoque, forma de dialogar com o povo brasileiro”, disse em entrevista à GloboNews.

Lula deverá participar de debates

Lula não participou dos debates no primeiro turno. O último encontro previsto, da TV Globo, acabou cancelado depois de decisões judiciais sobre as regras e da desistência de candidatos. Para a nova etapa, Edinho afirmou que o petista deverá comparecer aos confrontos.

“Ele vai aos debates no segundo turno. Não consigo dizer a quantos. Não sei quantos convites vão chegar. Dentro das possibilidades, ele vai ao maior número possível”, garantiu o presidente do PT. Segundo ele, a segunda etapa da eleição exige uma comunicação diferente e um confronto direto entre os candidatos.

Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula e os dois agora disputam os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, além de buscar os eleitores que não compareceram às urnas. Edinho afirmou que o PT pretende intensificar a comparação entre os dois projetos políticos.

PT quer confronto direto entre projetos

Ao comentar o resultado do primeiro turno, Edinho evitou atribuir o desempenho de Lula a uma sequência de erros da campanha. O dirigente relacionou parte do desgaste do presidente à percepção da população sobre as instituições e afirmou que Lula acabou absorvendo insatisfações mais amplas.

“Aos olhos da sociedade, e a gente tem que entender a sociedade civil, não há uma diferenciação entre o que é Judiciário, Legislativo e Executivo. Essa crise institucional, por mais que Lula tenha se posicionado, aos olhos da sociedade o maior representante do Estado brasileiro é o presidente Lula. Ele pagou o preço desse desgaste institucional.”

Para o segundo turno, o PT pretende buscar eleitores de outras candidaturas e também quem não votou no domingo. Edinho disse que a disputa não deve se resumir às trajetórias pessoais dos candidatos, mas à comparação entre os projetos apresentados ao país.

“Queremos o debate franco, direto, o confronto desses dois projetos”, afirmou. “Não é um confronto de biografias. O Brasil, no segundo turno, vai ter que fazer uma escolha.”

A estratégia anunciada por Edinho acompanha a indicação feita pelo próprio Lula após o resultado das urnas, quando o presidente afirmou que pretende intensificar a comparação com Flávio Bolsonaro e ampliar a busca por eleitores que ficaram fora da votação.

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