O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o deputado federal Alessandro Molon tem a palavra para decidir se será candidato ao Senado no Rio.
De acordo com o dirigente partidário, o estatuto do PSB dá às lideranças regionais autonomia para definir nomes lançados nos pleitos dos Estados. Como Molon comanda o diretório fluminense da legenda, a decisão está nas mãos dele.
Ao Estadão, Siqueira disse ter lembrado o pré-candidato ao governo do Rio Marcelo Freixo desta regra após o postulante ao Palácio da Guanabara cobrar publicamente que seu aliado deixasse o pleito em benefício do petista André Ceciliano. Freixo disse ao Globo que há um acordo firmado com o PT e ele deve ser respeitado.
“Diferentemente do PT, no PSB o diretório estadual escolhe o candidato (ao Senado), não o nacional. No Rio, o Molon é o presidente e ele será candidato”, diz Siqueira.
O líder do PSB argumenta que o PT já fez acordos semelhantes em outros Estados com partidos de fora da aliança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nós reivindicamos um tratamento semelhante ao que o PT deu ao PSD em Minas Gerais, onde tirou o Reginaldo Lopes, um excelente candidato ao Senado, e colocou o Alexandre Silveira, que nem é aliado deles. Por que não pode fazer isso no Rio? A rigor, nós teríamos mais direitos, porque somos aliados nacionais e apoiamos o PT em quatro Estados”.






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