Presidente do PL quer que Braga Netto tenha como vice no Rio deputada condenada por difamar comunidade LGBT

Se os planos do PL nacional forem aplicados, a chapa do partido à prefeitura do Rio será duplamente conservadora. Apontada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como nome ideal para o posto de vice em uma eventual chapa do general Walter Braga Netto a prefeitura do Rio no ano que vem, a deputada federal…

Se os planos do PL nacional forem aplicados, a chapa do partido à prefeitura do Rio será duplamente conservadora.

Apontada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como nome ideal para o posto de vice em uma eventual chapa do general Walter Braga Netto a prefeitura do Rio no ano que vem, a deputada federal bolsonarista Chris Tonietto (PL-RJ) tem sua carreira política marcada pela ênfase na defesa de bandeiras conservadoras, como criminalização do aborto em casos hoje legalizados, e ataques à comunidade LGBTQIAP+. 

A parlamentar já foi condenada pela Justiça Federal do Rio a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais coletivos por associar nas redes essa população à pedofilia.

O texto que levou à decisão, de julho do ano passado, foi publicado em 2020 no Facebook. Na ocasião, Chris afirmou que a pedofilia é “defendida explicitamente por alguns expoentes do movimento LGBT”. O Ministério Público Federal (MPF) entendeu que as falas da deputada configuram “discurso de ódio e menosprezo pelo ordenamento jurídico e pelas instituições democráticas”.

Em entrevista à GloboNews na última terça-feira, Valdemar Costa Neto enfatizou que a vice de uma eventual candidatura de Braga Netto seria uma mulher. Ao sinalizar preferência pela deputada, destacou o fato de Chris ser “religiosa” e de ter “prestígio” como ativos eleitorais da deputada, que é católica.

— Ela com Braga Netto seriam imbatíveis no Rio de Janeiro — avaliou.

Na mesma entrevista, Valdemar afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro precisa convencer Braga Netto a se candidatar. Apesar de ser tratado pelo PL como nome certo na disputa, o militar da reserva resiste a concorrer porque, segundo aliados, seu foco seria disputar o Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026.

(Com informações do Globo on-line)

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