Após Flávio Bolsonaro sair do páreo, cresce a disputa no campo conservador por candidaturas à Prefeitura do Rio

Depois de o presidente Jair Bolsonaro vetar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, à Prefeitura do Rio no ano que vem, abriu-se a disputa  na direita pela vaga do candidato que receberá o apoio da família. Entre os cotados, estão o senador Carlos Portinho (PL), os deputados federas Otoni de…

Depois de o presidente Jair Bolsonaro vetar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, à Prefeitura do Rio no ano que vem, abriu-se a disputa  na direita pela vaga do candidato que receberá o apoio da família. Entre os cotados, estão o senador Carlos Portinho (PL), os deputados federas Otoni de Paula (MDB) e Eduardo Pazuello (PL) e o secretário estadual de Saúde do Rio, Dr. Luizinho (PP), além do candidato a vice derrotado na chapa de Bolsonaro, Braga Netto (PL).

Carlos Portinho lançou seu nome a sucessor de Paes nesta quinta-feira após a retirada da candidatura de Flávio. A construção contaria com o apoio de caciques do partido, como o deputado Altineu Côrtes, presidente estadual da legenda.

— Vamos construir juntos. É uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Há bons quadros no PL, mas me coloco como pré-candidato — defende Portinho. — Para enfrentar Eduardo (Paes), que bem conheço, já que fui secretário por duas vezes, tem que ser carioca e ter conteúdo. A cidade precisa de um debate de alto nível e ser valorizada.

Logo após o veto de Bolsonaro à candidatura do primogênito, Portinho se encontrou com o ex-presidente na sede do PL. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, acompanhou a reunião, mas prefere ainda analisar pesquisas internas antes de bater o martelo sobre quem deve enfrentar o prefeito Eduardo Paes (PSD), que pretende disputar a reeleição.

A corrida por espaço entre quadros da direita começou depois que o ex-presidente, em entrevista à Jovem Pan nesta quinta-feira, afirmar que Flávio não irá disputar a prefeitura do Rio em 2024. Em entrevista ao GLOBO, horas antes, o senador havia dito que só concorreria ao cargo com a anuência do pai.

O PL chegou a aventar a possibilidade de Pazuello, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, se cacifar como cabeça de chapa, mas pessoas próximas ao general negaram que ele tenha sido procurado pela legenda desde a retirada do nome de Flávio. Em paralelo, outro nome que tenta se consolidar como a figura da direita nas eleições municipais de 2024 é o secretário estadual de Saúde, Dr. Luizinho (PP), homem de confiança do governador Cláudio Castro (PL).

Luizinho conta com o apoio do presidente nacional de seu partido, o PP, Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil de Bolsonaro. Contudo, a oficialização de duas candidaturas à direita, de PP e PL, poderia minar a força de um nome conservador para bater de frente com Paes. Portinho, porém, reforça a relação de proximidade com Dr. Luizinho, a quem se refere como aliado, e destaca que ainda “há muito tempo e muita conversa”.

O deputado federal Otoni de Paula (MDB), ex-vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, também tenta se cacifar ao páreo. À época, ele afirmava que havia recebido a missão do então presidente para ser o “pitbull do Palácio” e “combater ferozmente a esquerda”.

Entre os cotados, aparece, por fim, Braga Netto. Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o general da reserva concorreu a vice na chapa do ex-presidente à reeleição, no ano passado. Em 2018, ele foi o interventor federal na segurança pública do Rio, nomeado pelo então presidente Michel Temer.

Com informações do Globo online

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