Em sua primeira entrevista após adquirir o maior naco do leilão da Cedae, o presidente da Aegea, Radamés Casseb, garantiu que a empresa está cacifada para realizar todos os investimentos contratuais previstos. Ao site Neofeed, revelou que a Aegea tem R$ 2,3 bilhões em caixa, com dívida líquida de R$ 3,2 bilhões.
– Hoje, temos R$ 2,3 bilhões em caixa, com dívida líquida na casa de R$ 3,2 bilhões e duration médio de quase 4 anos. Toda a parte de investimentos nesses novos projetos, a estruturação de pontes e de garantias já está contratada. Aliás, já estava contratada antes do leilão, muito por conta do arranjo financeiro e do sindicato de bancos que suportou a proposta, pilotado pelo J.P. Morgan – afirmou
Fundada em 2010 e controlada pelo grupo brasileiro Equipav, a Aegea arrematou os dos mais importantes blocos da Cedae, o 1 e o 4, e foi responsável pelo pagamento de R$ 15,4 bilhões dos R$ 22 bilhões produzidos no leilão.
– Esses lotes contêm todo o conjunto de desafios para o qual nos preparamos nesses últimos dez anos. Era um desejo estratégico, um sonho da companhia. E uma ambição que se realizou – disse
Com os dois lotes, a Aegea incorpora 124 bairros da capital fluminense e mais 26 cidades do estado. E passa a operar em 153 municípios do País, saltando de uma cobertura de 11,2 milhões para 21 milhões de pessoas.
Além da Equipav, que detém 70,72% do negócio, a relação dos sócios conta ainda com o fundo soberano de Cingapura (GIC), que injetou mais R$ 64,8 milhões para manter sua fatia de 19,08% na companhia. E o Itausa, que adquiriu 10,20% do grupo, por R$ 1,33 bilhão, uma semana antes do leilão.
Leia os principais trechos da entrevista:
Qual é o significado dessa vitória no leilão da Cedae dentro dos planos da companhia?
O Rio de Janeiro é um lugar que contém todo o conjunto de desafios para o qual nos preparamos nesses últimos dez anos. Poder cumprir um papel relevante na ampliação do saneamento na Baixada Fluminense, no entorno da Baía de Guanabara, no lote 1 do Rio, que contempla a Zona Sul, São Gonçalo e mais alguns municípios era um desejo estratégico, um sonho. E uma ambição que se realizou. A partir de agora, começa o suor e a perseguição para transformar essa visão em realidade.
Quais são os próximos passos nesses projetos?
O processo efetivo do leilão ainda tem alguns trâmites burocráticos nas próximas semanas, a adjudicação, a homologação do resultado e uma fase de recursos. A gente deve assinar o contrato em julho. Depois disso, teremos a fase de operação assistida, que terá entre seis e nove meses. E a partir daí, a ordem de serviço onde empresa assumirá efetivamente os serviços nos blocos.
Por que a Aegea priorizou esses dois blocos na concessão?
Além do processo de gestão do ciclo integral da água, nós sempre buscamos uma proximidade com os aspectos ambientais e sociais, e estar conectado à recuperação dos mananciais ou das áreas degradadas. Então, os lotes 1 e 4 são os que fazem o grande abraço na Baía de Guanabara e que dialogam com a nossa estratégia de entregar um legado ambiental em conjunto com a melhora da prestação do serviço.
A empresa já tem garantidos todos os recursos para os investimentos previstos nesses projetos? Qual é a situação de caixa da operação?
Hoje, temos R$ 2,3 bilhões em caixa, com dívida líquida na casa de R$ 3,2 bilhões e duration médio de quase 4 anos. Toda a parte de investimentos nesses novos projetos, a estruturação de pontes e de garantias já está contratada. Aliás, já estava contratada antes do leilão, muito por conta do arranjo financeiro e do sindicato de bancos que suportou a proposta, pilotado pelo J.P. Morgan.
O fato de ter arrematado os dois lotes nesse que era considerado o principal leilão do setor reduz o interesse da Aegea por novas concessões?
Isso não reduz nosso apetite. Mas o processo de decisão é sempre muito estudado. A gente reserva estrutura de capital e alternativas de novos instrumentos para seguir acompanhando todos os projetos que vierem a mercado, avaliando e tomando a decisão, caso a caso. Desde que isso esteja na mesma trilha de disciplina financeira buscada pela companhia.
Como a entrada da Itaúsa na operação se encaixa na preparação para esse contexto?
O mercado de saneamento é um setor de longo prazo, de capital intensivo e de retornos super demorados. E nós pudemos confirmar o interesse deles em contribuir para a mudança do estágio sanitário em que o Brasil se encontra e no compromisso de ampliar a responsabilidade ambiental nos projetos. Para nós, é um prazer ter uma companhia como a Itaúsa a bordo. Nos sentimos mais seguros para essa próxima jornada de desafios que vem pela frente.
Presidente do grupo que arrematou os principais blocos da Cedae garante que empresa está cacifada para os investimentos
Em sua primeira entrevista após adquirir o maior naco do leilão da Cedae, o presidente da Aegea, Radamés Casseb, garantiu que a empresa está cacifada para realizar todos os investimentos contratuais previstos. Ao site Neofeed, revelou que a Aegea tem R$ 2,3 bilhões em caixa, com dívida líquida de R$ 3,2 bilhões. – Hoje, temos…






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