Presidente do Cremerj decide se afastar do cargo em meio a sindicância sobre assédio sexual

O cirurgião ortopedista Clóvis Bersot Munhoz, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), anunciou ontem a conselheiros da entidade que decidiu se afastar do cargo. De acordo com informações de Lauro Jardim, no Globo online, Munhoz responde, desde julho do ano passado, a uma sindicância que apura um episódio de assédio sexual contra uma…

O cirurgião ortopedista Clóvis Bersot Munhoz, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), anunciou ontem a conselheiros da entidade que decidiu se afastar do cargo.

De acordo com informações de Lauro Jardim, no Globo online, Munhoz responde, desde julho do ano passado, a uma sindicância que apura um episódio de assédio sexual contra uma técnica de enfermagem. A Polícia Civil do Rio já indiciou o médico pela mesma situação, também abordada na Justiça do Trabalho.

A sindicância, aberta pelo próprio Cremerj, foi conduzida internamente e enviada em janeiro ao Conselho Federal de Medicina.

A expectativa é que, caso seja transformado num procedimento disciplinar, o trâmite seja conduzido por um colegiado de outro estado, considerado isento na avaliação da conduta do médico.

No lugar dele, ficará o vice Guilherme Nadais, que é urologista. Aos pares, Munhoz informou que está assumindo uma vaga de trabalho numa consultoria e alegou que precisará se deslocar com frequência a São Paulo.

Ele já havia feito movimento semelhante no ano passado e ficou 88 dias fora, retornando em novembro. Desta vez, não relacionou a nova saída à apuração sobre o assédio.

A profissional que o acusa tem 26 anos e, conforme revelou o Globo online, afirma ter ouvido frases como: “Se você quer trair o seu marido, basta ligar para mim” e uma sugestão sobre beijá-la no pescoço.

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