A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) entra em uma fase decisiva no Senado sob avaliação positiva de lideranças da Casa, informa a colunista Daniela Lima, do portal UOL. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que o cenário atual é favorável ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicando que a resistência inicial tende a ter sido superada.
Segundo o parlamentar, a análise da indicação deve se concentrar nos critérios técnicos e na trajetória profissional do indicado. “Eu parto do princípio que o presidente da República tem o direito de indicar e que nós, aqui, não devemos analisar a indicação, mas o currículo. E Messias preenche todos os requisitos para a vaga.”
A aprovação no Senado exige o apoio de, no mínimo, 41 senadores, em votação secreta. Para Otto Alencar, esse número já estaria assegurado no atual momento. “O voto é secreto e eu não gosto de ser invasivo, mas acho que hoje ele tem apoio o suficiente para ser aprovado no Senado”, concluiu.
Clima político mais ameno favorece tramitação
O avanço da indicação também reflete uma melhora no ambiente político entre o Executivo e o Legislativo. De acordo com o presidente da CCJ, o cenário de tensão que marcou o início do processo foi gradualmente substituído por um clima de maior estabilidade.
“Havia, lá atrás, muita torcida da Casa como um todo pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Mas o próprio Pacheco adotou uma atitude muito educada e correta. O tempo tratou de acalmar as coisas. Como diz a música de Belchior: ‘O passado é uma roupa velha que já não serve mais.’”
A interlocução direta entre Lula e o presidente do Senado também contribuiu para a pacificação. Segundo relatos, os dois se reuniram pessoalmente, sem a presença de intermediários, para alinhar expectativas e reduzir resistências à indicação.
Articulação discreta nos bastidores
Enquanto o cenário político se estabiliza, Jorge Messias mantém uma agenda de articulação reservada com parlamentares. O indicado tem visitado gabinetes em busca de apoio, evitando exposição pública mais intensa durante essa fase do processo.
Nos bastidores, a postura adotada é de cautela. Ao ser questionado sobre o andamento das conversas, Messias tem optado por respostas discretas, inclusive por meio de mensagens em aplicativos. “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”, é uma das mais enviadas por ele, que é evangélico.
A estratégia busca consolidar apoio sem ampliar ruídos políticos, em um momento considerado sensível para a aprovação da indicação.
Sabatina será etapa decisiva
A próxima etapa do processo será a sabatina na CCJ, onde os senadores poderão questionar o indicado sobre sua trajetória, posicionamentos jurídicos e visão institucional. O desempenho nessa fase é considerado determinante para a votação em plenário.
Com o cenário político mais equilibrado e apoio sinalizado por lideranças, a expectativa no Senado é de que a indicação avance sem maiores obstáculos, consolidando a escolha de Lula para a vaga no Supremo.






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