Presidente da Alerj nega interferência no comando da Polícia Civil e sai em defesa do governador

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), que recentemente fez duras críticas à área de segurança pública do estado, saiu em defesa do governador Cláudio Castro, nesta quarta-feira (18/10), durante a votação do projeto de lei complementar que altera a Lei Orgânica da Polícia Civil.  Classificando a nota de repúdio dos…

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), que recentemente fez duras críticas à área de segurança pública do estado, saiu em defesa do governador Cláudio Castro, nesta quarta-feira (18/10), durante a votação do projeto de lei complementar que altera a Lei Orgânica da Polícia Civil. 

Classificando a nota de repúdio dos sindicatos da polícia civil de “equivocada” – a categoria entendeu o projeto como uma manobra política –, Bacellar negou que tenha feito qualquer indicação para o governo para a chefia de Polícia Civil.

Nos bastidores, há especulações de que a nomeação de Marcus Amin teria o aval do presidente da Casa e do deputado Márcio Canella. Mas para que Amin ocupe o cargo, porém, a Lei Orgânica precisa ser alterada. Ele é delegado há 12 anos, sendo que para ocupar o posto hoje a norma fala num prazo mínimo de 15 anos de experiência.

“Não há e nunca houve briga minha com o governador do estado. Quero parabenizá-lo publicamente pela escolha, acima do desejo individual, a Segurança Pública do estado precisa reagir para ontem”, afirmou.

Além de dizer que não entende “nada de polícia militar ou civil”, frisou que a escolha foi exclusivamente do governador. “Sabemos que a segurança pública está um caos, é nosso dever dar as mãos para socorrer o povo do nosso estado”, alertou, considerando  que Castro fez uma escolha acertada.  E concluiu:

“O governador foi muito feliz na escolha que fez, me consultou na segunda que faria uma escolha e dei um conselho: que escolha alguém da categoria, alguém que respire polícia no dia a dia. Avisei que seria natural as críticas ao escolher uma pessoa afastada há 17 anos”.

Votação

Durante a discussão, governistas e oposição se revezaram em críticas ao governo. Enquanto a base reclamava da demora na regulamentação da lei, aprovada em 2022, à esquerda falava da forma açodada como a modificação estava sendo realizada, sem discussão prévia ou indicação de melhorias para a categoria. Por fim, o projeto recebeu 20 emendas e saiu de pauta.

Mas numa edição extraordinária do Diário Oficial da Alerj, Bacellar colocou o texto para ser votado ainda nesta quarta-feira. O governo não quer que a nomeação de Amin fique travada.

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