Presidente americano faz discurso elogiando a ‘Bidenomics’, que estaria fazendo o país restaurar o ‘sonho americano’

O presidente americano Joe Biden criou um novo slogan nesta quarta para sua campanha rumo à Casa Branca em 2024 ao reivindicar o crédito pelo renascimento econômico nos Estados Unidos. Segundo ele, impulsionado por políticas que representam uma ruptura fundamental com a abordagem republicana “que falhou com a classe média americana por décadas”. O democrata garantiu também que…

O presidente americano Joe Biden criou um novo slogan nesta quarta para sua campanha rumo à Casa Branca em 2024 ao reivindicar o crédito pelo renascimento econômico nos Estados Unidos. Segundo ele, impulsionado por políticas que representam uma ruptura fundamental com a abordagem republicana “que falhou com a classe média americana por décadas”.

O democrata garantiu também que seu plano econômico, batizado por apoiadores de “Bidenomics” — uma referência ao “Reaganomics”, do presidente Ronald Reagan nos anos 1980 — e ponto-chave na campanha para a Casa Branca em 2024, vai “restaurar o ‘sonho americano’”.

Ladeado por placas azuis com os dizeres “Bidenomics”, Biden fez para uma multidão de Chicago o que seus assessores chamaram de “discurso fundamental” de sua Presidência. Nele, elogiou o impacto de sua agenda econômica à medida que a campanha para 2024 esquenta.

— “Bidenomics” é sobre o futuro. É apenas outra maneira de dizer “restaurar o ‘sonho americano’ — disse Biden no evento na tarde desta quarta-feira.

Segundo o democrata, a abordagem republicana de conceder impostos mais baixos para os ricos “falhou com a classe média”, incluindo no governo de seu antecessor, Donald Trump, favorito para a indicação do Partido Republicano e seu mais provável rival na disputa pela Casa Branca.

— Explodiu o déficit, aumentou a desigualdade e enfraqueceu nossa infraestrutura. Despojou a dignidade, o orgulho e a esperança das comunidades, uma após a outra — criticou o democrata.

O presidente argumentou também que sua abordagem mais intervencionista já está trazendo benefícios, para os americanos de baixa renda em particular, e reiniciando a indústria americana. Biden disse que os EUA desfrutam do maior crescimento entre as principais economias do mundo desde a pandemia de Covid-19, citando 13 milhões de novos empregos.

— A “Bidenomics” está funcionando — disse, abraçando o termo cunhado por democratas. — Não estou aqui para declarar vitória da economia. Estou aqui para dizer que temos um plano que está mudando as coisas com uma rapidez incrível.

O discurso foi o sinal mais claro de que Biden, aos 80 anos, planeja pôr a economia no centro de sua campanha para um segundo mandato, o que pode ser também uma estratégia de alto risco, já que a maior parte da população não está contente com os rumos da economia. Pesquisa realizada pela Universidade Harvard e pelo instituto Harris põe a aprovação econômica do presidente em 39%. Levantamentos similares da CBS/YouGov e da Reuters/Ipsos calculam as estatísticas em 41% e 35%, respectivamente.

A situação pode piorar se houver uma recessão antes da eleição, algo não descartado por alguns especialistas, apesar de o Fundo Monetário Internacional prever que a economia americana crescerá 1,6% neste ano, o dobro da zona do Euro.

A crença dos seus assessores, contudo, é de que o tema pode render crédito político em uma corrida eleitoral que promete ser disputada. As primárias republicanas já reúnem 12 pré-candidatos, mas o favorito com folga é Trump, que é investigado por sua cruzada antidemocrática para reverter a derrota nas urnas em 2020 e por incitar seus aliados a invadirem o Capitólio durante a sessão conjunta que confirmaria a vitória de Biden, a duas semanas da posse.

O cenário da eleição geral parece estar mais indefinido, contudo, faltando mais de um ano para o pleito de novembro de 2024. De acordo com o agregador de pesquisas RealClearPolitics, Trump está a frente de Biden com 44,1% das intenções de voto, contra 43,5% de Biden, mas a contagem engloba também pesquisas de menor tiragem e critérios menos críveis.

Levantamentos nacionais recém-divulgados pelos tradicionais NBC News, Emerson College e Quinnipiac, contudo, mostram Biden na frente por 49% a 45%, 44% a 43% e 48% a 44% contra Trump. A eleição americana, contudo, é indireta: cada estado na prática elege os delegados que o representarão no Colégio Eleitoral, número que varia de acordo com o tamanho da população. Há até agora poucas pesquisas que já projetam o cenário das eleições gerais nos estados-pêndulo, historicamente decisivos para determinar os rumos do país.

Com informações de O Globo. 

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