Na noite desta quarta-feira (30), a Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi palco da edição 2025 do Prêmio Grande Otelo. Organizada pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia consagrou os destaques da sétima arte nacional em um evento marcado por homenagens, diversidade de produções e reafirmação da força do cinema brasileiro no cenário internacional.
O grande protagonista da noite foi Ainda estou aqui, de Walter Salles, que entrou para a história como o primeiro longa brasileiro a conquistar um Oscar e liderou a premiação com 16 indicações. A produção saiu vitoriosa em diversas categorias, consolidando seu impacto na crítica e no público. A cerimônia foi conduzida pelas atrizes Isabel Fillardis e Bárbara Paz, que abriu o evento destacando: “O tema de hoje é celebrar o sucesso do cinema brasileiro no mundo”.
Rio de Janeiro se firma como centro da produção nacional
O prefeito Eduardo Paes participou da cerimônia e anunciou que o Prêmio Grande Otelo passará a integrar oficialmente o calendário da cidade. Ele também ressaltou o protagonismo da capital fluminense: “Em 2024, o cinema produzido no Rio foi responsável por 90% da audiência do cinema nacional”.
Além dos prêmios competitivos, o evento também celebrou a trajetória de nomes históricos do cinema brasileiro. Carmen Miranda foi homenageada com uma performance da cantora Duda Brack, que interpretou O que que a baiana tem, de Dorival Caymmi, arrancando aplausos da plateia.
Vencedores refletem pluralidade de estilos e temas
Entre os premiados, destacam-se Baby, Malu, Motel destino, Estômago 2 — O poderoso chef e O auto da Compadecida 2. Na categoria de melhor longa-metragem ibero-americano, o vencedor foi El jockey, da Argentina. Já nas estreias na direção, Pedro Freire se destacou com Malu, ao lado de Dira Paes e João Cândido Zacharias.
Os prêmios de atuação contemplaram grandes nomes como Selton Mello (Ainda estou aqui), Matheus Nachtergaele (O auto da Compadecida 2), Fernanda Torres (Ainda estou aqui) e Grace Passô (O dia que te conheci), entre outros.
As séries brasileiras também tiveram seu espaço. Cidade de Deus: A luta não para, Os outros e Senna foram destaque entre as ficções, enquanto Romário — O cara e Falas negras se sobressaíram entre os documentários.
Com um leque de categorias que vai do melhor curta infantil até direção de fotografia, o Prêmio Grande Otelo 2025 reafirma a riqueza, diversidade e qualidade da produção audiovisual brasileira.






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