Prêmio Grande Otelo 2026, o ‘Oscar brasileiro’, consagra ‘Manas’ e ‘O agente secreto’

Cerimônia realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro premiou as principais produções do cinema nacional e terminou com empate inédito na principal categoria

O Prêmio Grande Otelo 2026 entrou para a história do cinema brasileiro ao registrar um empate inédito na categoria de Melhor Filme. A cerimônia, realizada na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, consagrou as produções “Manas”, de Marianna Brennand, e “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, como vencedoras da principal disputa da premiação.

Considerado a principal premiação do audiovisual nacional, o Grande Otelo chegou à sua 25ª edição reunindo artistas, diretores, produtores e profissionais da indústria cinematográfica. A noite também marcou homenagens ao produtor Luiz Carlos Barreto e contou com apresentação musical de Ney Matogrosso na abertura do evento.

Manas lidera número de premiações

Além de dividir o prêmio de Melhor Filme, “Manas” foi o grande destaque da cerimônia ao conquistar cinco estatuetas, incluindo o prêmio de Melhor Direção para Marianna Brennand. Já “O agente secreto” e “Homem com H” encerraram a noite com quatro troféus cada, consolidando-se entre as produções mais premiadas da edição.

Outro destaque foi “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, vencedor na categoria de Melhor Documentário e também reconhecido pela Melhor Montagem de Documentário. Durante a cerimônia, o prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, anunciou ainda a inclusão permanente do Prêmio Grande Otelo no calendário oficial da cidade.

Principais vencedores da premiação

Confira os vencedores das principais categorias do Prêmio Grande Otelo 2026:

  • Melhor filme: “Manas” e “O agente secreto”
  • Melhor filme de comédia: “C.I.C – Central de inteligência cearense”
  • Melhor documentário: “Apocalipse nos trópicos”
  • Melhor filme infantil: “O diário de Pilar na Amazônia”
  • Melhor animação: “Tainá e os guardiões da Amazônia — Em busca da flecha azul”
  • Melhor filme ibero-americano: “O olhar misterioso do flamingo”
  • Melhor direção: Marianna Brennand
  • Melhor primeira direção: Márcia Faria
  • Melhor atriz: Denise Weinberg
  • Melhor ator: Jesuíta Barbosa
  • Melhor atriz coadjuvante: Dira Paes
  • Melhor ator coadjuvante: Rodrigo Santoro
  • Melhor roteiro original: “Manas”
  • Melhor roteiro adaptado: “O filho de mil homens”
  • Melhor direção de fotografia: Evgenia Alexandrova
  • Melhor direção de arte: Thales Junqueira
  • Melhor figurino: Gabriella Marra
  • Melhor maquiagem: Martín Macías Trujillo
  • Melhor montagem: Eduardo Serrano e Matheus Farias
  • Melhor montagem de documentário: “Apocalipse nos trópicos”
  • Melhores efeitos visuais: “O agente secreto”
  • Melhor som: “Homem com H”
  • Melhor trilha sonora: “Homem com H”
  • Melhor série brasileira: “Beleza fatal”
  • Melhor atriz em série: Marjorie Estiano
  • Melhor ator em série: Allan Souza Lima
  • Melhor série de documentário: “A mulher da casa abandonada”
  • Melhor série de animação: “Osmar, a primeira fatia do pão de forma”
  • Melhor curta de ficção: “Presépio”
  • Melhor curta de documentário: “Sebastiana”
  • Melhor curta de animação: “Safo”

Cinema brasileiro celebra momento de reconhecimento

A edição de 2026 reforçou o bom momento vivido pelo cinema nacional, premiando produções de diferentes gêneros e valorizando profissionais de diversas áreas técnicas e artísticas. O empate na categoria de Melhor Filme entrou para a história da premiação e simbolizou o reconhecimento da qualidade das produções brasileiras exibidas ao longo do último ano.

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