A Prefeitura do Rio divulgou ontem o protocolo para a operação do trecho da Ciclovia Tim Maia, entre São Conrado e Vidigal, que está interditado pela Justiça desde 2019 depois de uma sucessão de acidentes em que trechos da estrutura desmoronaram. O plano faz parte dos documentos que o município entregará à Justiça nos próximos dias a fim de demonstrar que não há risco de novas quedas. As obras de recuperação da via terminam hoje (25), com a instalação dos últimos 20 metros de guarda-corpos.
O protocolo prevê o monitoramento permanente das condições meteorológicas — índices pluviométricos, velocidade dos ventos e altura e direção das marés — para definir quando a ciclovia precisará ser interditada.
A pista será fechada, por exemplo, sempre que a Marinha informar por alertas ou sistema de monitoramento por boias que há risco de ressaca, com ondas atingindo dois metros ou mais. A velocidade dos ventos e o risco de temporais serão acompanhados remotamente por uma estação meteorológica instalada pelo sistema Alerta Rio no Morro do Vidigal, que fica muito perto da ciclovia. A avaliação é que não é seguro cruzar a pista com ventos acima de 65 quilômetros por hora.
— Desde o início do governo, estamos definindo parâmetros de segurança com a intenção de conseguir a desinterdição da via — disse o prefeito Eduardo Paes.
Ao todo, a ciclovia Tim Maia terá oito pontos de bloqueio com cancelas e sinalização semafórica com luzes vermelhas. Também serão instalados painéis luminosos com alertas sonoros para os ciclistas.
Ontem, mesmo com a via interditada, alguns ciclistas e pedestres desrespeitavam a sinalização e atravessavam a pista em obras.
A recuperação estrutural da ciclovia custou R$ 6 milhões à prefeitura. Além disso, foram gastos R$ 18 milhões em obras de contenção das encostas na Avenida Niemeyer para evitar novos deslizamentos como os que já atingiram a ciclovia. Com base em estudo que reproduziu em laboratório o impacto das ondas no equipamento, o município fez reforços estruturais para evitar acidentes.
A Tim Maia foi inaugurada em janeiro de 2016, na época da Olimpíada do Rio. Três meses depois houve o primeiro acidente, que causou duas mortes quando um trecho desabou durante uma ressaca.
Com informações de O Globo.





