Prefeitura inicia obra emergencial no velódromo após incêndio que atingiu telhado

Intervenção de R$ 10,7 milhões na Barra da Tijuca prevê reforço estrutural e materiais mais resistentes ao fogo

A Prefeitura do Rio deu início, nesta segunda-feira, às obras de recuperação da cobertura do velódromo localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, após o terceiro incêndio registrado no local nos últimos anos. A intervenção foi classificada como emergencial, com custo estimado em R$ 10,7 milhões e prazo de execução de seis meses, o que permitiu a contratação sem necessidade de licitação.

O equipamento esportivo, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e posteriormente ampliado para os Jogos Olímpicos de 2016, sofreu danos recentes após um incêndio que começou no início do mês e comprometeu parte significativa da estrutura superior.

Reforço contra novos incêndios

A principal estratégia da obra é reduzir o risco de novos focos de incêndio e evitar a rápida propagação das chamas. Para isso, estão sendo adotadas soluções técnicas voltadas à proteção da cobertura.

“Decidimos instalar uma tela metálica em volta dos 11 mil metros quadrados logo abaixo da estrutura existente. E, internamente, todo o telhado será revestido por uma placa de lã de rocha”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos.

A lã de rocha, utilizada no projeto, é conhecida por sua alta resistência térmica. Produzida a partir de rochas basálticas fundidas, ela funciona como uma barreira eficaz contra o calor intenso e contribui para retardar a propagação do fogo em caso de novos incidentes.

Histórico de ocorrências preocupa

O incêndio mais recente não foi um caso isolado. O velódromo já havia sido atingido por outros dois incêndios na década passada, ambos associados à queda de balões. Desta vez, porém, a origem das chamas foi diferente.

Segundo informações iniciais, o fogo começou em uma sala do Museu Olímpico, situado no segundo andar do prédio, e rapidamente se alastrou até atingir a cobertura, agravando os danos estruturais.

A repetição de episódios semelhantes acendeu o alerta das autoridades municipais, que agora buscam soluções mais duradouras para preservar o equipamento esportivo, considerado estratégico para a cidade.

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