Pela primeira vez com a participação da Prefeitura do Rio, o grupo de trabalho dedicado a redesenhar o modelo de privatização do Santos do Dumont se reúne hoje, quarta-feira. Representantes da administração municipal e do Governo do Estado estão alinhados numa questão central: o leilão isolado do Santos Dumont foi uma avanço mas não resolve o desequilíbrio operacional entre os dois principais aeroportos da cidade. É necessário limitar o número de voos do Santos do Dumont.
O secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione, reforça que o governo vai insistir na redução de voos.
— Um grupo técnico continua seus trabalhos discutindo os demais pontos importantes da modelagem — ressalta Miccione.
Segundo Miccione, o novo edital deve contemplar a lógica de que os dois terminais fazem parte de um mesmo centro de aeroportos:
— Essa complementariedade deve ser levada em conta. Não é possível avaliar um sem a existência do outro, considerando que ambos fazem parte de um mesmo sistema intermodal. O ponto principal é ter uma competição que não canibalize o Galeão e, claro, não prejudique o Santos Dumont.
O Secretário de desenvolvimento econômico da prefeitura, Chicão Bulhões concorda:
— O tema central continua sendo o modelo de concessão. A decisão foi positiva, é um passo importante, mas isso não pode acabar aqui. Ainda que se coloquem gatilhos contratuais para que ambos os aeroportos cresçam juntos, hoje, existe uma situação em que um é predatório ao outro — afirma
O ex-secretário de Transportes do Rio e assessor da presidência da Fecomércio, Delmo Pinho, integrante do grupo, concorda com ambos e considera significativa a mudança de estrutura no leilão, desde que venha acrescida das limitações na operação no Santos Dumont ainda este ano.
Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), disse que está na hora de “refazer a conta e mudar o ponto chave do edital para o Rio, que é o limite do número de passageiros”.
— Caso contrário, vamos ter que fazer um pouso forçado num momento crucial da recuperação da nossa economia .






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