Prefeitura do Rio lança aplicativo para traçar o perfil de estudantes faltantes e combater evasão escolar

Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Educação lançou um aplicativo que promete descomplicar a vida dos professores e também ajudar no combate à evasão escolar. O DiáRio é uma versão digital do famoso diário escolar. Por meio dele, as escolas conseguirão não só controlar a frequência dos estudantes, como emitir relatórios e traçar o perfil…

Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Educação lançou um aplicativo que promete descomplicar a vida dos professores e também ajudar no combate à evasão escolar. O DiáRio é uma versão digital do famoso diário escolar. Por meio dele, as escolas conseguirão não só controlar a frequência dos estudantes, como emitir relatórios e traçar o perfil detalhado dos estudantes faltantes em risco de evasão, levando em consideração aspectos como localização geográfica, situação socioeconômica, gênero e idade.

— Com esse perfil, nós vamos saber quem são esses alunos. Qual situação econômica, idade, gênero. Se é uma falta pontual ou se ela representa uma possível evasão. Com isso, nós vamos nos antecipar e descobriremos como podemos atuar com maior eficácia para prevenir o abandono escolar — explica o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Durante o evento de lançamento na Escola de Formação Paulo Freire, no Centro do Rio, o secretário explicou que, antes do aplicativo, as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) só tinham uma ideia geral da frequência escolar nas unidades quatro vezes por ano.

— Era um processo muito analógico. O professor pegava os papéis de chamada, passavam para a secretaria e só depois do conselho escolar que esses dados chegavam na CRE. Você tinha que esperar meses para saber se as estratégias utilizadas para combater o abandono escolar estavam funcionando — disse Ferreirinha.

Implantado desde maio, o aplicativo já registra a presença de mais de 401 mil estudantes por dia. A previsão é que, nos próximos meses, o sistema contemple todos os 660 mil alunos da rede. A plataforma foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação e pela Empresa Municipal de Informatica — IPLANRIO, e já está em uso experimental desde o início do ano letivo.

Os dados inseridos pelos professores irão alimentar uma base de dados que será utilizada para diversos fins. Além do controle de frequência, os dados serão utilizados para ajudar no gerenciamento de matrículas e no censo escolar da rede. A frequência registrada também servirá de base para o planejamento da área de alimentação e nos resultados de aprendizagem.

— Qual está sendo o impacto dessa falta na vida do aluno? O que essa ausência significa? São aulas específicas ou representa um problema maior? A partir dessas informações, vamos criar estratégias de busca ativa dos nossos estudantes — afirmou Hugo Nepomuceno, subsecretário na SME.

Com informações do GLOBO.

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