Vinte prefeitos de capitais brasileiras poderão disputar a reeleição nas eleições municipais de 2024, marcadas para outubro. Esse número é superior ao de 2020, quando apenas 14 prefeitos estavam aptos a concorrer a um novo mandato.
A diferença se deve ao fato de que, este ano, haverá mais prefeitos de capitais que estão no primeiro mandato (15) ou que assumiram o cargo após a morte ou renúncia dos titulares e poderão se candidatar pela primeira vez como cabeças de chapa (5).
Entre os que se tornaram prefeitos após a vacância do cargo estão Ricardo Nunes (MDB), em São Paulo, que sucedeu a Bruno Covas (PSDB), morto em 2021; e Rogério Cruz (Republicanos), em Goiânia, que substituiu Maguito Vilela (MDB), falecido em 2020.
Também estão nessa situação Fuad Noman (PSD), em Belo Horizonte, Adriana Lopes (PP), em Campo Grande, e Topázio Neto (PSD), em Florianópolis. Eles ocuparam o lugar de Alexandre Kalil (PSD), Marquinhos Trad (PSD) e Gean Loureiro (União), que renunciaram para disputar o governo de seus estados em 2022.
Se eleitos em 2024, esses cinco prefeitos poderão tentar a reeleição em 2028. Além deles, 15 prefeitos de capitais que foram eleitos ou reeleitos em 2020 poderão concorrer a mais um mandato em 2024. Em 2020, esse número era de 10.
No Rio, Eduardo Paes tentará a reeleição e poderá exercer seu quarto mandato à frene do executivo municipal.

O aumento de prefeitos que podem se reeleger em 2024 é causado por um movimento dos eleitores que, nos últimos anos, acreditaram em novos nomes que prometiam renovação política, comportamento contrário do que acontece atualmente, diz a CEO da consultoria Radar Governamental, Juliana Celuppi.
“Voltamos para o status de tradicionalmente reeleger governantes. Nos cenários dos anos anteriores, tanto em 2016 quanto em 2020, em muitos casos a população escolheu nomes que, de alguma forma, representavam renovação – João Doria (São Paulo), Alexandre Kalil (Belo Horizonte), João Campos (Recife) são alguns exemplos”.
Com informações do g1






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