‘Precisamos de uma atuação federal mais firme’, diz Cláudio Castro sobre alta apreensão de fuzis no estado do Rio

Em 2024, o estado fluminense concentrou mais de 37% das apreensões de fuzis em todo o país

Em publicação nas redes sociais neste domingo (13), o governador Cláudio Castro (PL) cobrou uma atuação federal mais firme no combate ao tráfico de armas pesadas e afirmou que o Rio de Janeiro não pode arcar sozinho com o enfrentamento ao crime organizado. Para o chefe do Palácio Guanabara, o fluxo de fuzis que chegam ao estado passa por fronteiras e rodovias federais, fora do alcance direto das forças de segurança estaduais.

“O Rio tem feito sua parte — e os números mostram isso. Mas precisamos de uma atuação federal mais firme, mais presente, mais coordenada”, escreveu Castro, ao comentar uma reportagem do jornal O Globo que mostrou que o estado lidera o ranking de apreensões de fuzis no Brasil em 2024, concentrando 37,39% do total.

De janeiro a julho, segundo o Globo, foram 732 fuzis apreendidos no Rio, contra 570 em São Paulo, segundo colocado. Em dez anos, foram quase 5 mil armas de guerra retiradas das ruas — o que equivale a quatro em cada dez fuzis apreendidos no país no período.

Castro reforçou que o crime organizado se fortalece com armamento pesado e disse que o Rio segue na “linha de frente” desse combate. “O crime se arma com fuzis. O Estado se defende com inteligência, integração e coragem. Mas também com união. O Rio de Janeiro não pode continuar sendo o maior alvo, nem a linha de frente solitária no combate às armas de guerra”, declarou.

Embora reconheça a pressão do crime no território fluminense, especialistas apontam que parte do arsenal também circula por rotas internas do próprio estado, com ligações entre milícias e facções criminosas. Para o governador, a prioridade é reforçar o controle federal nas fronteiras para reduzir o fluxo de armas de grosso calibre que alimentam confrontos armados em comunidades dominadas por facções.

Castro finalizou afirmando que seguirá cobrando “respeito à população e responsabilidade compartilhada” no enfrentamento ao crime organizado.

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