Prazo para fim dos lixões acaba, mas municípios ainda tem mais de 1.500

Esses locais recebem 33 milhões de toneladas de resíduos sólidos, gerando poluição e doenças

O prazo para erradicação dos lixões no Brasil, estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, expirou nesta sexta-feira (2), mas o país ainda possui 1.572 lixões e quase 600 aterros controlados.

Esses locais recebem 33 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, gerando poluição, doenças e emissões de gases de efeito estufa, agravando a crise climática. A situação é mais crítica nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

Desde 1954, a legislação brasileira já exigia a destinação adequada dos resíduos para proteger a saúde pública e o meio ambiente. No entanto, os lixões e aterros controlados continuam em uso, apesar de não oferecerem proteção ao solo e às águas subterrâneas contra contaminantes, além de atraírem vetores de doenças. Em contraste, os aterros sanitários, que possuem licença ambiental, são projetados para minimizar esses impactos.

Em 2020, os custos ambientais e climáticos da má gestão de resíduos no Brasil foram estimados em R$ 97 bilhões, incluindo danos à biodiversidade e à saúde humana. Carlos da Silva Filho, presidente da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e consultor da ONU, critica a ineficácia dos governos e agências de meio ambiente, destacando a falta de ação e a dependência de soluções milagrosas que adiam o problema. Ele aponta que alguns estados alcançaram sucesso ao integrar esforços e pressionar gestores municipais a abandonar o uso de lixões.

Com informações da Folha de S.Paulo

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