Ipem lacra bombas de posto em São Gonçalo durante vistoria de deputados da Alerj

Um posto de combustíveis, localizado em São Gonçalo, teve suas bombas de Gás Natural Veicular (GNV) lacradas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), nesta terça-feira (26/09), por inconsistência na calibração. Os técnicos do órgão, que acompanharam uma vistoria realizada pelos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Serviços Delegados e Agências Reguladoras, da…

Um posto de combustíveis, localizado em São Gonçalo, teve suas bombas de Gás Natural Veicular (GNV) lacradas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), nesta terça-feira (26/09), por inconsistência na calibração. Os técnicos do órgão, que acompanharam uma vistoria realizada pelos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Serviços Delegados e Agências Reguladoras, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), também recolheram o relógio de medição para perícia.

O Ipem constatou ainda que os equipamentos estavam fora do padrão estabelecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O local já havia sido alvo de denúncias durante depoimentos prestados na CPI.

Na oitiva da presidente da Naturgy, Katia Repsold, há duas semanas, ela informou que o estabelecimento fora interditado, em 2022, por desvio de 37% do gás natural comprimido (GNC) fornecido. Eles abasteciam tanques da empresa NEOgas, responsável por transportar o combustível a regiões do estado não atendidas pela concessionária.

“Neste posto havia outras autuações, interdições e carta-lesão aplicada pela concessionária. Nossa intenção é dar voz ao cidadão fluminense para que possa denunciar esses eventuais abusos”, enfatizou Rodrigo Amorim (PTB), presidente da CPI.

A perícia será importante, dizem os deputados, para esclarecer se a empresa seria beneficiada por eventuais desvios na rede de gás. Isto porque a multa de R$ 1 milhão aplicada pela Naturgy na ocasião da interdição, estaria aquém dos valores de casos similares de outros estabelecimentos, cujo montante chegaria até R$ 8 milhões.

O deputado Alan Lopes (PL) adiantou que um projeto de lei será elaborado para regulamentar as ações de fiscalização, que passariam a ficar a cargo exclusivamente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa) ou da Delegacia e Defesa dos Serviços Delegados (DDSD).  

Participaram da ação a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, a Delegacia Especial de Crimes Contra a Fazenda (Delfaz) e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil; as Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom), da Polícia Militar; além de equipes da Naturgy e da Agenersa.

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