Rodrigo Vilela
O senador Carlos Portinho assumiu o papel de interlocutor da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência junto a entidades empresariais. Na semana passada, por exemplo, ele se reuniu com empresários do setor de eventos que apresentaram as suas principais demandas. Para apoiarem Flávio, os empresários pediram atenção à Reforma Tributária, com a revisão de taxações para os setores de arte e cultura.
A renovação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) ou a criação de um plano equivalente também foi solicitada. Em princípio, o Perse está válido até fevereiro de 2027.
Lideranças do setor também solicitaram a atualização de tributos, por meio do Simples Nacional, para os pequenos e médios empresários do setor.
Os diálogos abertos por Portinho mostram uma guinada em relação a setores com os quais Jair Bolsonaro conviveu em pé de guerra durante o seu mandato. Foram muitas as brigas com a classe artística e resistência às políticas de incentivos culturais, como a Lei Rouanet.
Recentemente, Flávio fez posicionamentos que indicam esta mudança de postura: enalteceu a ciência brasileira – atacada por Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 – e disse que pretende investir nas universidades públicas.
Como próximas articulações, espera-se que Portinho abra conversas com empresários do setor de petróleo, gás e energia – considerados basilares para a economia.
Desta forma, Portinho assegura o papel de relevância na campanha de Flávio, que foi exigido desde o princípio para que se mantivesse no PL, após não conseguir vaga para tentar a reeleição pelo partido






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