Portinho rebate Paes sobre desapropriação para construção do estádio no gasômetro: “Com o Flamengo não se brinca” 

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) se juntou a outros nomes do Partido Liberal e criticou nesta terça-feira (25) uma fala do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que, em tom de brincadeira, disse que um vascaíno “salvou a vida dos flamenguistas”

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) subiu o tom nesta terça-feira (25) contra uma fala do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que em tom de brincadeira disse que um vascaíno havia resolvido o problema dos flamenguistas em relação a construção de um estádio no Gasômetro, na região central do Rio.  “com o Flamengo não se brinca”, disparou Portinho, em uma publicação nas redes sociais.

O discurso foi feito após o prefeito Eduardo Paes, que é vascaíno, publicar um vídeo brincando com o fato de um torcedor rival  ter resolvido a questão do estádio do Flamengo, que é um sonho antigo do torcedor rubro-negro. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também criticaram Paes

“Uma coisa não dá para negar, né? Um vascaíno resolveu a vida dos flamenguistas. Vocês devem muito ao Vasco”, brincou o prefeito, pelas redes sociais, ao anunciar, no domingo (23) que iria desapropriar o terreno da Caixa, abrindo caminho para a construção do estádio do Flamengo.

O senador Carlos Portinho, que foi vice-presidente jurídico e é conselheiro do Flamengo, destacou que ainda faltam algumas etapas até que o sonho do estádio próprio seja concretizado.

“A desapropriação é uma medida que nos aproxima do sonho rubro-negro. Mas do outro lado tem a Caixa e um fundo do FGTS que não aceitarão qualquer valor. Há também que ser aprovado o Edital pelos órgãos de controle; E, uma vez publicado, há hipótese de outros players se interessarem porque não há “leilão” que possa ser dirigido a um vencedor”, afirmou Portinho.

O senador fluminense pregou cautela, e ponderou que o prefeito do Rio pode mudar de ideia após as eleições. “Haverá ainda a necessidade de estudo de impacto, licenças e etc. Esse processo todo receio não termine antes das eleições e, passadas as eleições, o interesse do prefeito arrefece evidentemente”, disparou Portinho. E completou: “Político promete tudo em época de eleição. Os mesmos já prometeram antes e se elegeram com a mesma promessa”, criticou ele.

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