Policial penal que matou petista em Foz do Iguaçu vira réu

A Justiça do Paraná tornou o policial penal Jorge Guaranho réu por homicídio duplamente qualificado do tesoureiro municipal do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda. A denúncia foi recebida nesta quarta-feira (20) pelo juiz do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) Gustavo Germano Francisco Arguello.  Guaranho, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL),…

A Justiça do Paraná tornou o policial penal Jorge Guaranho réu por homicídio duplamente qualificado do tesoureiro municipal do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda. A denúncia foi recebida nesta quarta-feira (20) pelo juiz do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) Gustavo Germano Francisco Arguello.  Guaranho, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu o aniversário de Arruda no último dia 9 e o matou a tiros. A vítima comemorava os 50 anos em uma festa com temática do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

O Ministério Público do Paraná havia oferecido a denúncia nesta quarta-feira. Segundo o órgão, o crime foi cometido por motivo fútil e perigo comum. A avaliação difere da apresentada pela Polícia Civil, que havia indiciado Guaranho por homicídio qualificado por motivo torpe.  O juiz do TJ-PR deu 10 dias para Guaranho apresentar sua defesa por escrito. “(O caso) possui a presença de indícios suficientes de autoria e prova de materialidade do crime”, escreveu Arguello no despacho.

O inquérito que investigou o crime foi finalizado na última sexta-feira, 15. A Polícia Civil do Paraná concluiu que o homicídio não pode ser considerado um crime de ódio, por motivação política.  No entanto, após pedidos do Ministério Público do Paraná e da família de Arruda, o juiz Gustavo Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu (PR), determinou o retorno do inquérito à Polícia Civil. O magistrado solicitou aos investigadores o cumprimento de novas investigações.

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